segunda-feira, 17 de abril de 2017

202 – ESTUDOS de ARTE

FERNANDO CORONA
(1895-1979)
ARQUITETO -
AS OBRAS de FERNANDO CORONA na ARQUITETURA

INTRODUÇÂO ao FAZER ARQUITETÔNICO de Fernando CORONA
1934-1935 – Instituto de Educação Flores da Cunha
1937-1938 – CLUBE COMERCIAL de São GABRIEL- RS
1947 - O prédio do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre como Universidade  das Artes
1948 – Arquitetos e Urbanista do Instituto de Belas do Ri Grande do Sul
1950 – Maquetes dos Cursos Superiores de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul
1951-1952 – Prédio JAGUARIBE Av. Salgado Filho Porto Alegre
CONCLUSÂO relativa ao FAZER ARQUITETÔNICO de Fernando CORONA

INTRODUÇÂO ao FAZER ARQUITETÔNICO de Fernando CORONA
No conselho que Fernando Corona deu ao seu filho Eduardo Corona, e à sua turma, é possível um pequeno acesso ao mundo conceitual, moral e técnico que orientou a sua obra arquitetônica.

Na noite do dia da formatura-  realizada no prédio do Ministério da Educação e Cultura do Rio de Janeiro em 21 de dezembro de 1946  -ele anotou no seu Diário nº 1 que no bar da ABI:

 “conversamos muito e lá pelas tantas eu dei um conselho aos jovens arquitetos. Bem, agora vocês estão diplomados e podem trabalhar. Defendem um principio da arquitetura brasileira moderna em que os verdadeiros mestres não eram os professores da Escola. Vocês se empolgaram pelas obras de Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e tantos outros como os Irmãos Roberto, Afonso Reidy, Jorge Moreira e mais. Meu conselho é este: - Prefiram morrer de fome ou mudem de profissão a ter que transigir do que vocês pensar estar certo. Não façam comercio da profissão. Procurem honrá-la com decência. Deixem que o dinheiro seja uma consequência do caminho. Honrando a profissão fazendo arquitetura atual, custará a vocês muito tempo para consolidar um nome. Com o nome vem a fama e com a fama as encomendas. Vocês poderão ser livres se enveredarem por esse caminho. Estudar agora sociologia e psicologia, estudar o homem em seu habitat e projetai para esse homem a casa, a escola, a fábrica onde ele se possa sentir feliz”.


[Nestas postagens conserva-se a sintaxe e a grafia da versão original do texto de Fernando CORONA – Digitação de Vera MELLO]


Fernando Corona vinha de uma longa tradição familiar na qual seus antepassados haviam pratico estes conselho.

 Em Porto Alegre teve de se adaptar à dura realidade de uma cultura arquitetônica que simplesmente ignorou o prêmio, o trabalho e a inspiração de seu pai preterido pelos donos do poder.

Num longo e penoso trabalho conseguiu reverter esta derrota paterna. Foi quando o primeiro mandatário do Rio Grande do Sul confiou-lhe uma série de projetos de escolas do interior e a joia desta coroa no projeto e acompanhamento do seu projeto pessoal na forma do Instituto de Educação Flores da Cunha de Porto Alegre

1934-1935 – Instituto de Educação Flores da Cunha

 


REVISTA do GLOBO nº 172 p. 23. 23.11.1935

Fig. 01 –  O prédio do  atual Instituto Flores da Cunha foi concebido e executado ao longo dos anos de 1934 e 1935  com projeto e supervisão direta e pessoal de  Fernando Corona. Porém, antes de ser instituição escolar foi o Pavilhão Cultural do Rio Grande do Sul da Exposição do Centenário Farroupilha,  aberta no dia 20 de setembro de 1935


Fig. 02 –  Fernando CORONA considerava o prédio do  atual Instituto Flores da Cunha  como sua obra prima. Ele o concebeu acompanhou a sua construção passo a passo no exíguo prazo de 360 dias dentro do orçamento a ponto de devolver dinheiro ao erário publico do Estado e que sobrara do orçamento previsto (vale a pena ler nas próprias palavras de Corona na postagem relativo este prédio que está sendo restaurado no presente), Este prédio é a culminância material de um projeto pedagógico, de uma densa e prestigia equipe de profissionais e de políticos de primeira grandeza no cenário Cultural do Rio Grande do Sul da Exposição do Centenário  Farroupilha inaugurada no dia 2º de setembro de 1935 .


Em relação ao prédio do Instituto de Educação Fernando Corona escreveu no seu DIÁRIO nº 1 (nas folhas 338 até 344) para o ano de 1934 que

    “O General Flores da Cunha, chefe do Governo Estadual pediu ao Engenheiro Fernando de Azevedo Moura para dar uma Chegada ao Palácio Piratini. O Dr. Moura me convidou para junto dele ouvir a palavra do nosso governante. Era o General Flores da Cunha um dos homens que eu mais admirava pelas suas virtudes de “condotiere”. Fomos recebidos muito bem e em seguida foi dizendo: “Quero acabar com o cambalacho entre a firma Azevedo Moura & Gertum e Danhe Conceição & Cia. Vocês com as concorrências dos colégios dividiu o bolo sem eu saber como é o segredo. Vamos agora viver as claras. Quero construir duas obras importantes. A Escola Normal e o Matadouro.

- Vou dar a Escola Normal para vocês e o matadouro para o Dahne.

Podem iniciar o estudo do terreno que deverá ser no campo da Redenção. Escolham o local que eu depois me entenderei com a Prefeitura. Saímos satisfeitos do Palácio e ao dia seguinte fui até o Parque Farroupilha escolher o terreno. Para não entrar campo adentro escolhi um triangulo irregular plano e de frente para a av. Osvaldo Aranha. Munido das medidas do terreno conforme levantamento feito por mim mesmo e alguma auxiliar, iniciei os estudos de um anteprojeto. Antes, porém, fiz uma visita a Escola Normal dirigida pelo jornalista e poeta Emilio Kemp. A nova Escola Normal era uma promessa feita em público em 1931 pelo Interventor Federal General Flores da Cunha. Transcrevo a noticia publicada pela imprensa.

    “Em entrevista que o  Dr. Emilio Kemp deu ao “Jornal da noite em 1934, declarou: Aqui estiveram os engenheiros Fernando de Azevedo Moura e Lanry Conceição e mais o arquiteto Fernando Corona que, na minha companhia e do Professores Drs. Alcides Cunha, engenheiro militar, Marques Pereira, Médico, Tupi Caldas, Professora Dona Olga Acauan. Dona Consuelo Costa e dona Maria de Abreu Lima, nos reunimos cada qual lembrando o que era necessário para que o nosso edifício satisfizesse plenamente a finalidade de uma Escola Normal moderna. Realmente, o velho casarão da rua Duque de Caxias era imprestável. Fiquei assombrado quando Dona Olga Acauan me mostrou as salas de aula, onde em cada uma havia mais de cem alunas amontoadas. Além do sacrifício aquilo era anti humano.  O Diretor Emilio Kemp destacou a Professora Olga Acauan para estudar comigo o programa – teste. A escola teria capacidade para 2.000alunos com previsão para aumento, dividida em três setores. Jardins da infância. Curso de Aplicação e Curso Normal, com gabinetes de ciência natural, física, clube dos alunos, cozinha, merenda etc. Minha experiência em projetos escolares havia sido provada nas escolas – tipo do interior do estado. Projetar a Escola Normal em espaço livre, não dimensionado, era ideal, e para mim um sonho. O estudo inicial foi por uma unidade de aula de 6,80m por 8.40m. O total do comprimento da fachada, incluindo paredes iria a 127,95 metros. Desenhado o primeiro esboço, foi levado ao General Flores da Cunha incluindo orçamento que alcançava mais de três mil contos de reis.

- O projeto é muito bonito, grandioso mesmo, disse o general. Mas acontece que só posso gastar 2.000 contos de reis e nada mais. Quero em vinte e quatro horas um reestudo com orçamento certo.

    A vitima fui eu que trabalhei dia e noite sem dormir. O orçamento alcançava 2.198 contos de reis se não me engano. O General aprovou o reestudo e encomendou a obra, recomendando que a queria dentro de um ano. Em fins de agosto o projeto definitivo estava terminado, trabalho que fiz na escala de 1’50 sem auxilio de nenhum desenhista. Meu compromisso com a firma era este: Durante a construção da obra, eu teria que ir de manhã para dirigir os mestres e a tarde fazer os detalhes. A firma me pagava um conto e oitocentos mil reis por mês. Eles resolveram pagar-me mais 50% dos lucros da obra. E assim foram iniciados os trabalhos sob a direção do mestre italiano José Vergo, com quem me desentendi um dia. Começava o revestimento pela platibanda quando de longe verifiquei que estava fora do nível. Subi os andaimes com o mestre Vergo e verificamos que a diferença era de 12 centímetros. Não seria nada se eu não notasse que com o cimento branco e pó de pedra branca, havia umas pintas que me pareciam de cal. Reclamei e Vergo me diz que usava cal para render mais metros quadrados. Protestei logo e dei ciência no escritório. José Vergo foi substituído pelo espanhol de Minas Gerais José Batista que terminou a obra a contento e muito bem. O ato de entrega da obra foi feito 360 dias após o inicio. Escolhi o estilo grego para o desenvolvimento das fachadas. O pórtico, mais rico, seria inspirado nas colunas jônicas do templo de Artêmis. Eram fiscais da obra pela Secretaria de Obras Públicas, os engenheiros João Batista Píanca, pela obra, Ciro Martins pela instalação sanitária e Pereira da Costa pela eletricidade. Como a firma me conferisse carta branca para a execução da obra, eu mesmo fornecia os detalhes para esquadria interna e interna, instalações sanitárias, eletricidade, funilaria, carpintaria, etc. Chamava os interessados fornecedores e eu mesmo resolvia escolher o mais conveniente. Fiz 108 desenho em tamanho natural  e eu mesmo assumia a responsabilidade das medidas na alvenaria de tijolo. Nada em escapava para nada faltasse na obra. Das nove às onze da manhã corria pelos andaimes e à tarde já levava as medidas exatas para a execução dos detalhes.


Consultar - Revista da Globo - nº218  -  27.11.1937 - pp.20-21 - - EDIFCIO GUASPARI


1937-1938 – CLUBE COMERCIAL
de São GABRIEL-RS


Após Tupanciretã,  em 1917, Fernando Corona palmilhou o interior do Rio Grande do Sul esculpindo bustos e monumentos, modelando decorações de residências, bancos e clubes. Muitas vezes eram projetos seus e empresariados pela firma Azevedo & Gertum.   Na cidade de São Gabriel teve ocasião tanto para  projetar o Clube Comercial como para realizar um vasto baixo relevo na sua fachada principal. O prédio é uma das obras das obras do centro da cidade e que os habitantes conservam o gostam de mostrar aos visitantes e na rede mundial[1]. 
Fig. 03 –  O prédio do Clube comercial de São Gabriel RS materializa ocasamento entre a Arquitetura e a obra de Arte que Fernando Corona defendia e sempre praticava interação de todas as artes. Assim este prédio é moldura para a música, a dança, a gastronomia e orgulho plástico para os habitantes de São Gabriel colocado num ponto urbano privilegiado e nobre da cidade.

Fernando registrou - para o ano de 1937, no seu  Diário vol. I  (nas  fl. 369 fl. 370 fl. 371 - fl. 372) - uma longa descrição do Clube Comercial de São Gabriel e as circunstância desta obra

“Fiz para São Gabriel o projeto do Clube Comercial. Sem pensar em estilos do passado, tentei desnudar o superfluo. Uma vez conseguida a planta horizontal composta de salas para restaurante, cozinhas e serviços sanitários, lancei para o andar superior uma escadaría semi-circular ampla, a partir do grande vestíbulo da entrada. Ainda coloquei no andar térreo, salas para jogos, tão do agrado do homem gaúcho. No andar superior coloquei o grande salão de festas e mais dependencias para senhoras e senhores com pequeno bar. Durante a construção fui a São Gabriel tantas vezes como eram necessárias para que a construção correspondesse bem ao projeto.  Na fachada sôbre a praça eu imaginei um baixo relevo de mais ou menos dez metros por dois de altura. O tema era: Ao centro, um cavalo pampeiro servindo de fundo a uma índia nua de pé no eixo dos cinco metros. Sobre a esquerda, quatro figuras de gaúchos com vestimenta antiga de xiripá para os homens e saia rodada para as mulheres. A direitas, os gaúchos mais atuais com bombacha e os últimos com traje esportivo moderno. Durante o revestimento da fachada com pó de mármore e cimento branco, tive oportunidade de eu mesmo exculpir o baixo relêvo. Uma vez terminado o baixo-relêvo, pareceque chamou atenção de um grupo de senhoras alertando o padre da igreja sobre a nudez da india, que por sinal, nada tinha de imoral. Ela apenas representa ante o cavalo, o símbolo nativo de uma raça dona da terra que os brancos ocuparam e civilizaram. O caso repercutiu, e eu estando em Pôrto Alegre, leio no Correio do Povo uma noticia. Que a Comissão de Senhoras mais o Padre, achavam que a india nua era imoral e pediam ao Presidente do Clube, Sr. Mena Barreto, para providenciar sôbre o caso. Tive que ir a São Gabriel, onde eu havia feito muitas amizades. Fui formalmente visitar o meu amigo Tibá Azambuja que eu sabia possuir boa biblioteca de obras de arte. A senhora me recebeu muito bem e buscamos um livro sôbre obras de arte do Vaticano. Havia tantas esculturas nuas que resolví ir à casa do padre e com êle argumentar sôbre o assunto. Fiz ver a êle que São Paulo dissera: “O nú não é imoral, por ser criatura de Deus. Imorais são aqueles que olhou a nudez com perversidde: Mostrei-lhe os mús-do Vaticano e êle não soube me responder.  As obras do Clube Comercial terminaram e eu e Fernando Azevedo Moura fomos lá munidos de nossos esmoquins, pois  inauguração sería de gala. A noite da festa o Clube estava repleto da melhor sociedade de São Gabriel. A gala manifestava-se mais no mulherio, vestidas com elegantes roupas especialmente encomendadas para a festa. O Presidente Mena Barreto estava eufórico e São Gabriel tinha agora um Clube Comercial à altura de sua fama como cidade interiorana de categoría. O jantar e as bebidas eram da melhor qualidade e os uísques extrangeiros. Após os discursos o padre se dispoz a benzer todas as dependencias do Clube. Fui destacado para mostrar a êle o camino, até que entramos no terraço sôbre a praça. Bem no alto estava o baixo relêvo que a meu pedido o padre benzeu e purificou. Não era mais imoral. Era a respostaque se podia dar a aquelas senhoras puritanas que não tem noções da beleza da arte. São coitadas beatas que não merecem nem uma censura. Coisas provincianas onde as comadres não sabem como passar o tempo. O Clube Comercial de São Gabriel foi apreciado por todos. Faltou em verdade um mobiliário à altura do prédio”.

1947 O prédio do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre como Universidade  das Artes

Passada a Segunda Guerra  Mundial e a angustia do projeto, de conseguir meios e matérias  para a construção do primeiro bloco, surgiu uma fase de otimismo e da busca par afirmar a autonomia do Instituto de Belas Artes que continuava fora da Universidade do Rio Grande do Sul. O audacioso projeto de uma UNIVESIDADE das ARTES recebeu pronta e decidida forma na prancheta de Fernando Corona.

De um lado havia de concreto o bloco de 8 andares construído em 1941/3. Este bloco recebeu um segundo bloco em 1952. O Museu de Arte do Rio Grande do Sul foi realizado pelos professores do Instituto mas fora do bloco que ria ate a Praça Dom Feliciano. O bloco do Teatro Municipal foi projetado até o templo Evangélico. Ele comportaria 2.000 pessoas. Fernando pessoa havia projeta vários prédios de cinema de Porto Alegre que muitas vezes era cineteatros.  
Fig. 04 –  O prédio,  da projetada Universidades das Artes em Porto Alegre, foi concebido, em 1947, por Fernando Corona. Compunha-se de um Teatro Municipal, uma torre central das salas de aula e administração que foi  construído. Na esquina ficava a Pinacoteca e o Museu de Arte que não se concretizaram. Na concepção de Tasso Corrêa este prédio materializaria não só a Universidade das Artes, mas, também, a existência de um Ministério das Artes a nível nacional. 

Fernando Corona apontou no seu Diário, para o ano de 1947, que

 volto a Porto Alegre e recomeço de aulas no mês de Março. Tasso Correa havia conseguido no Ministério da Educação uma subvenção de 2 milhões de cruzeiros. Nossa ideia imediata foi a de comprar a velha casa de nº 256 com 8.80 m. de frente pelos metros de frente da nossa sede construída e inaugurada em 1943, com 8.40 m. de frente. Era muito estreito e precisávamos de expansão. Fiz o projeto de ligação interna e a mesma sequencia arquitetônica externa. Iniciamos a obra logo com a firma José Maria Carvalho e o Eugemiro Moreira nossos amigos e cálculos de Ivo Wolff. Enquanto isso eu sonhei mais longe. Imaginei uma obra desapropriando 4 casas velhas para a esquerda da Rua Senhor dos Passos até encostar na velha Igreja Protestante. Para esta parcela de terreno imaginava eu um Grande Teatro Auditório com capacidade para 2.000 pessoas, com salas de ensaios camarins e todo o conforto e técnica moderna para uma grande sala de espetáculo. Não satisfeito só com isso imaginei subir para a direta. Para a esquerda a área de terrenos seria aproximadamente de 1.400 m² das casas nº 214, antiga sede de uma Sociedade Alemã e agora propriedade do Estado e os nºs 228, 230, 232 e 240, esta ao lado do IBA. Em direção à Praça Dom Feliciano, existiam as casas de nº 256, 264 e 280, esta até a esquina com entrada pelo nº 14. O total em área seria de 620 metros aproximadamente. Para este lado, à direita do Instituto, alem da ampliação em 8.80m para o ensino da Escola, imaginei um Museu de Belas Artes com muita luz e salas de restauração e laboratórios. Estudei bem o projeto e fiz uma perspectiva das fachadas vistas da Praça Dom Feliciano. Tasso Corrêa ficou entusiasmado e tratou que fosse aprovado pela Congregação da Escola. O que foi feito. Tasso se apropriou da ideia a passou a ser dele embora o sonho fosse meu. Eu não me importei porque toda a minha vida foi de desprendimento e de sonho com a única ambição de ver o sonho realizado. Tasso tratou logo de fazer publicidade. Chamou um repórter do Correio do Povo e sem poder precisar o dia em quase meia página foi publicada a reportagem acompanhada de um cliché das fachadas em perspectiva com esta legenda ao pé: “Uma eloquente visão das futuras instalações do Instituto de Belas Artes. O projeto, da autoria do Prof. Fernando Corona, consta de três corpo distintos, formando um harmonioso conjunto de linhas modernas. Ao centro, a Escola, que terá juntamente o dobro da atual edificação: ao fundo, ao lado da Igreja, o grande Teatro-Auditório; e no primeiro plano o Museu de Belas Artes, com três galerias e frente para a Praça Dom Feliciano. Para a execução desse importante empreendimento, de elevado sentido cultural, o IBA conta com o apoio dos poderes públicos.” Palavras de Tasso ao jornalista: “Presentemente o Instituto de Belas Artes é uma verdadeira universidade de Belas Artes, reunindo quase todo o ensino artístico, com seus cursos completos de música, pintura, escultura, Arquitetura e Urbanismo*, com uma frequência de cerca de 600 alunos. A não ser a duplicação da escola conseguida com recursos do governo federal, nem o Teatro – Auditório nem o Museu não puderam ser construídos por falta de desapropriação dos prédios velhos: A Secretaria das Obras Públicas do Estado alegou falta de recursos e pouco interesse ouve pelo titular Dr. Eng. José Batista Pereira. O sonho desmoronou. Embora o projeto tivesse parecer favorável dos técnicos da Secretaria da Educação e Secretaria das Obras Públicas do Estado para imediata desapropriação, esta não chegou a ser consumada. Guardo comigo originais e copia do grandioso projeto, porta aberta para uma futura universidade de Artes onde além da Musica, Pintura, Escultura, Arquitetura, Urbanismo, já em plena função poderiam ser criados outros cursos como Balé, Arte dramática, orquestras de Câmera. Orfeões e Coros etc. com difusão através da Radio, Televisão e outros meios de expansão cultural. O sonho aí ficou enterrado mas ficou em mim a satisfação de haver pensado bem com meu companheiro de lutas Tasso Corrêa, ele, diretor e executor de ideias aparentemente ilusórias mas no fim ideias de cultura das artes em geral


1948 – Arquitetos e Urbanista do Instituto de Belas do Ri Grande do Sul


A afirmação da autonomia do Instituto de Belas Artes na Área de Arquitetura e Urbanismo consisto em oferecer um curso integral e especificamente voltado para esta da competência. Distinguia-se do CURSO de ARQUITETURA da ESCOLA de ENGENHARIA que esta oferecia e  lecionava desde a sua origem na forma e CURSO de ESPECIALIZAÇÂO para ENGENHEIROS. Em 1948 havia um único arquiteto lecionando na ESCOLA de ENGENHARIA. Era o arquiteto austríaco  Eugen STEINHOFF que aparece, a seguir, na fig. 05 -.

Deve-se a Fernando CORONA a mediação com o CURSO de ARQUITETURA da Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Neste curso se formara os arquitetos Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Ernani Correa. Eduardo Corona havia realizado o vestibular e estava cursando o 3º ano na ENBA, quando Fernando recebeu a incumbência de trazer para Porto Alegre a estrutura institucional deste CURSO SUPERIOR cuja origem  vinha da Missão Artística Francesas de 1816. 
Documento do ARQUIVO  do Instituto de Artes da UFRGS  http://www.ufrgs.br/arquivo-artes/icaatom/web/index.php/?sf_culture=pt
Fig. 05 –  Os grupos de profissionais, de professores e de estudantes que se constituíram no âmbito do primeiro curso superior, especifico e autônomo de Arquitetura e Urbanismo no Rio Grande do Sul teve em Fernando Corona um motivador,  um apoio decidido e uma camaradagem que se propagaram em cursos semelhantes do Estado e do Brasil . Na foto acima o vemos sentado a frente e entre os seus pares. Na mesa do bar do IBA-RS está Eugen Steinhoff  (sentado e de perfil), seguido de Tasso Corrêa, Maurício Cravotto (Uruguai - sentado no ângulo da mesa), Athos Damasceno Ferreira,  Ildefonso Arrosteguy (Uruguai) e Fernando Corona (sentado de perfil na frente da mesa).

A mediação de Fernando CORONA entre a IBA-RS e o CURSO de ARQUITETURA da Escola Nacional de Belas Artes foi  descrita por ele no seu Diário da seguinte maneira:

“Estamos em 1944.  Empolgados Tasso Corrêa e eu na criação do Curso de Arquitetura no IBA, não guardo na memoria outros motivos que possam ter a importância que poderiam ter para serem lembrados. Coisas de rotina no ensino, na rua, em casa. Lá pelo mes de Julho, o inverno sulino que me fez tanto mal, resolví ir ao Rio ver e abraçar meu filho Eduardo ja tercerancista de arquitetura. O Tasso, sabendo meus desejos, pediu-me para conseguir na Secretaria da Escola Nacional de Belas Artes, a papelada e currículos de todas as cadeiras do Curso de Arquitetura. .. Fiz a visita a Escola, falei ao Secretario do Curso de Arquitetura e lhe expus os meus encargos a serem propostos em Porto Alegre no IBA. Não lembro o nome dele, sei que foi muito amável e em poucos dias estava em meu poder a papelada básica e oficial do curso federal de arquitetura com regime de 6 anos administrado na Escola Nacional de Belas Artes. Era diretor do curso o arquiteto Prof. Arquimedes Memória. Satisfeito com minha primeira incumbência que serviria como base para a criação do Curso de Arquitetura no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, fiquei a disposição do meu filho Eduardo e fazer visitas a colegas seus e arquitetos famosos do Rio.



1950 – Maquetes dos Cursos Superiores de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul



Coube à Fernando Corona  iniciar os estudantes no universo plástico,  tridimensional e urbano das Áreas de Arquitetura e de Urbanismo que iniciaram,  em 1945, no Instituto de Belas Artes.

Tarefa desenvolvia em grupos com um rigoroso cronograma e uma avaliação ainda mais exigente do professor e dos colegas do curso. As experiências que Fernando Corona trazia de sua prática diária deste ofício se refletem nas imagens[1] que ele foi colhendo ao longo deste processo


[1] CURSO de ARQUITETURA : Cadeira de MODELAGEM. Documentário fotográfico de 1946 – 47 – 48 – 49 – 50 – 51 Folhas de arquivo: 297 mm X  210 mm  como fotos coladas.
Documentos do ARQUIVO  do Instituto de Artes da UFRGS  http://www.ufrgs.br/arquivo-artes/icaatom/web/index.php/?sf_culture=pt


Documento do ARQUIVO  do Instituto de Artes da UFRGS  http://www.ufrgs.br/arquivo-artes/icaatom/web/index.php/?sf_culture=pt
Fig. 06 –  Resultado final das aulas de MODELAGEM de Fernando Corona para os estudantes de Arquitetura do IBA-RS. As diversas  pranchetas de Modelagem somam-se para criar um bairro. Dez anos antes da construção de Brasília  o espaço térreo está livre para a circulação    

No seu Diário para 1946 Corona registrou que.

“Eu ja havia reformulado o ensino da modelagem (meu material era só o barro sem nenhuma maquina para madeira ou plástico). – Os alunos começaram fazendo maquetes em volume e escala criando formas. Para mim era um ensaio falido que mais tarde reformularia melhor. Comecei fazendo fotos dos trabalhos e organizando um Álbum com maquetes dos alunos. Este ano para mim foi de muita ocupação dedicado exclusivamente à juventude (havia só uma moça, na turma, Enilda Ribeiro, aliás inteligente e muito interessada no estudo. Na modelagem eu dava escalas, curvas de nível para topografia, orientação solar e de ventos. Proporções de áreas e superfícies. Alturas etc. A experiência serviu e as noites das 20 às 22 às vezes iam até às 23 h 00. Os alunos gostavam e o Professor Eugênio Stainoff que havia sido contratado pela Escola de Engenharia, achava que minhas aulas eram práticas de mais para os alunos. Eu lhe explicava que a nossa juventude precisava entender logo de formas concretas pois o abstrato era bom para Escolas europeias onde o aluno ingressa com mais preparo. Aqui nem sabem desenhar. Eu ia com os aunos para a rua e eles se libertavam logo do lápis para desenhar diretamente a pena, e não usar borracha. Preferia eu um desenho torto e outro torturado. A espontaneidade valia até apreender a ver. Eu estava com a razão”

1951-1952 – Prédio JAGUARIBE [1] Av. Salgado Filho Porto Alegre

Fernando Corona dividiu com seu filho Luiz Ferindo a tarefa de projetar o prédio do Edifício JAGUARIBE. Luiz Fernando se formara, em 1950,  no curso de Arquitetura  do Instituto de Belas Artes.

O empreendedor Romeu PIANCA era proprietário de uma rede de cinemas e incluiu o uma sala de cinema de rua com o nome de Cine São João[2]. Fernando Corona projetara algumas salas de cinema para este empreendedor.


[1] Edificio Jagaribe Porto Alegre-RS http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/6260

[2]  O cinema São João funcionava no térreo do edifício Jaguribe, na esquina da Av Slagado Filho com a Rua Dr. Flores. Iniciou em 1968 e foi fechado em 1994, sendo substuído por uma agência do Banco do Brasil

Fig. 07 –  O projeto do PRÉDIO JAGUARIBE da Av. Salgado Filo de Porto Alegre foi iniciado por  Fernando Corona no ano de 1951. O seu filho Luís Fernando Corona - formado, em 1950, no Curso Superior de Arquitetura do IBA-RS - assumiu o detalhamento do projeto enquanto seu pai estava na Europa. O prédio e o espaço do Prédio JAGUARIBE  foram  concebidos antes do projeto e da construção de Brasília 

Fernando Corona escreveu, no 2º volume do se Diário nas folhas 49 até 52, para o ano de 1.951

EDIFICIO  JAGUARIBE Um dia, - deve ter sido em principios do ano – meu velho amigo Romeu Pianca pede para ir ao seu escritório tratar de um assunto. Havia um terreno (as casas tinham sido demolidas com o alargamento do beco que deu lugar a Avenida) na esquida da avenida com a rua Vigario José Inacio, com quase mil metros quadrados de área livre. Pianca me disse que estava a venda em  leilão e ele tinha possibilidades de compra-lo por bom preço. Ele queria, ou imaginava querer um cinema de luxo e uma construção com 25 pavimentos. Queria, antes de adquirir o terreno, ver se era rentavel e que area construida sería necessaria para essa empresa que lhe parecía boa. Ja havia sondado financiamento e lhe sería facil pelo Instituto dos Industriários com pistolões políticos no Rio, íntimos de Getulio Vargas. Fuí saber logo que se tratava do proprio Benjamim (Beijo) e de Maneca Vargas.

      Estudei o ante-projeto unicamente nas plantas com três apartamentos por andar num total de 75, mas, ultrapassava o gabarito em altura para essa avenida, chegando a 80 metros.

      O caso era especial. No sub-solo tería que haver sub-estação eletrica, enormes tanques para água fria e quente (aquecimento em todo o predio) cinema e lojas. Uma entrada pela avenida com dois elevadores sociais e um de serviço e carga que chegaría ao porão e outra entrada pela rua Vigário José Inacio com dois elevadores. A orientação era ideal Norte-Leste. Conseguí até o nono andar, apartamentos menores entestando com o cinema o 9° andar, área livre para reservatórios de percurso e pleigromd para crianças. Este esboço não tinha áreas internas pois a forma geral era de ele.

      Certo dia fomos Romeu Pianca e eu até a Prefeitura. O caso era excepcional devido a altura. Fiz um esboço da fachada em perspectiva e o mostramos ao Prefeito Eng. Hildo Meneghetti. Ele gostou em principio, mas nos queriamos sua aprovação pessoal para que não houvesse entrave na Secção de Obra. Ante nossos argumentos de custo, beleza e renda, ele entendeu que não sería aberração na Avenida Salgado Filho. O Prefeito Meneghetti aprovou o projeto e como Pianca estava em entendimentos com o Engenheiro Levacov, comprou o terreno por 4.500 contos que escriturado foi a 5.000,. -  Uma barbada como ele, Pianca dizia.

      Tratei logo de organizar o projeto para a Prefeitura e convidei meu filho Luis Fernando para desenvolvê-lo na escala que a Prefeitura exigia. O Eng. Levacov cedeu um espaço em seu escritorio e alí Luis com outros auxiliares em desenho, fez o meu projeto de plantas, deixando para ele que imaginasse uma fachada que podería ser a mais bela de Porto Alegre.

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      Antes de finalizar o ano, entregavamos aos Pianca o projeto completo do Edificio Jaguaribe com o Cinema São João. O Eng. Levacov começou as escavações até uma profundidade de quatro a cinco metros para fazer as sondagens e ai verificamos que algumas encontravam matacões de granito a poucos metros e outras, ao lado, sumiam ate 18 metros. Terreno de encosta de morro, dificil, irregular, com alguma vertente de fíos de água.

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      De repente parece que o financiamento falhou. Como eu  nada tivera com isso e nada ganhava no negocio, nada podia influir. Mas a Malvina Pianca me pediu que falasse com o Eng. Edmundo Gardolinski, dos Industriarios para explicar a importância da obra no embeleçamento da cidade. É claro que Gardolinski pensava em que aquele investimento era um negocio contrario aos empreendimentos do Instituto dos Industriarios que eram os prédios populares, e tinha toda razão. Foi contrario em seu parecer. O investimento na construção do Edificio Jaguaribe era privado, com lucros privados em beneficio dos incorporadores e nada mais.

      Eu não tinha nada com isso, e como sempre, limitei-me a ganhar mil contos pelo projeto. Foi o meu erro, pois devia ter feito um contrato na base de porcentagem do custo da obra”

      O caso é que recebí 50 contos para a viagem que com minha Venuta e os arquitetos iria iniciar no mes de janeiro de 1952.


CONCLUSÂO relativa ao FAZER ARQUITETÔNICO de Fernando CORONA

Repete-se que constitui um ato temerário fatiar e dividir a  obra de Fernando Corona. Mesmo atuando com as funções de ARQUITETO p ENTE de Fernando Corona permanece uno e indivisível no seu modo de ser. Nos projetos arquitetônico de Fernando Corona  comparecem a sua mente, sua vontade e os sentimentos. Projeto no qual ele tentava responder tanto ao seu TEMPO, seu LUGAR e especialmente a SOCIEDADE a quem se destina esta obra. As ARTES entram para materializar  uma forma estável e perceptível aos seus  sentimentos.

A sua obra decorre das atividades e dos projetos dos mestres construtores associado na sua guilda. Guildas de construtores com as suas funções reconhecidas, legitimadas e garantidas pela autoridade do burgo. O aprendiz da guilda buscava dominar cada atividade, somando-os  para, ao  final, tornar-se mestre. Como mestre  repassar o seu conhecimento acumulado para os novos aprendizes. O resultado foram mestres que dominavam o conjunto e que eram, ao mesmo tempo  especialistas na soma e, ao mesmo tempo, em cada atividade. O produto, do seu trabalho, é pessoal e único.

Um exemplo destes mestres construtores - de longa tradição - foi JOÃO GRÜNEWALD que introduziu a tendência gótica no Rio Grande do Sul. Deste mestre Fernando Corona teceu uma intensa e comovida biografia e de quem, o seu pai, Jesus Maria CORONA, foi o continuador em Porto Alegre.


Página do FACE BOOK do MESTRE JOÃO GRÜNEWALD (1832-1910)


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1 -ICONOGRAFIA  SUL-RIO-GRANDENSE. Obras de FERNANDO CORONA como agente ativo e identificado positivamente com a cultura do Rio Grande do Sul.

2 -  INSTITUTO de EDUCAÇÃO FLORES da CUNHA - PORTO ALEGRE -RS


4 - FERNANDO CORONA (1895-1979)  – ESCULTOR -
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Segue neste blog em postagens próximas...

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5.5 - FONTES BIBLIOGRÁFICAS RELATIVAS à PRESENTE NARRATIVA.
ALVES de Almeida, José Francisco (1964).  A Escultura pública de Porto Alegre – História, contexto e significado – Porto Alegre : Artfólio, 2004  246 p.

ARENDT, Hannah (1907-1975) Condition de l’homme moderne. Londres: Calmann-Lévy 1983. 369 p.    https://fr.wikipedia.org/wiki/Condition_de_l%27homme_moderne

BECKER, D. João. A Cathedral  Metropolitana de Porto Alegre. Sétima Carta Pastoral.   Porto Alegre : Selbach, 1919. 73p

BELLOMO, Harry Rodrigues (Org). «A produção da estatuária funerária em Porto Alegre» in Rio Grande do Sul: aspectos da cultura. Porto Alegre:  Martins Livreiro, 1994.  pp. 63/91.

BITTENCOURT, Gean Maria. A Missão Artística Francesa de 1816. (2a ed) Petrópolis:          Museu da Armas Ferreira da Cunha, 1967, 147p.

CANEZ, Anna Paula. Fernando Corona e os caminhos da arquitetura moderna  de Porto Alegre. Porto Alegre : Faculdades Integradas do Instituto Ritter dos Reis, 1998 209 p. ilust.

CORONA, Eduardo e LEMOS Carlos Dicionário da Arquitetura Brasileira _ São Paulo: ADART 1972, 472 p

DOBERSTEIN, Arnoldo Walter. Porto Alegre (1898-1920): estatuária fachadista  e monumental, ideologia e sociedade. Porto Alegre: PUC-IFCH, 1988, 208 f. Dissert.
____. Porto Alegre 1900-1920: estatuária e ideologia. Porto Alegre: Secretaria Municipal de Cultura, 1992. 102p.
____. Rio Grande do Sul (1920-1940): estatuária, catolicismo e gauchismo. Porto Alegre: PUC-Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, 1999. 377f.

FRANCESCO, José de. Reminiscências de um artista. Porto Alegre; s/editora. 1961.

GODOY WEISZ, Suely de , «Rodolfo Bernardelli: um perfil do homem e do artista         segundo a visão de seus contemporâneos» in 180 anos de Escola de  Belas Artes. Anais do Seminário EBA 180.  Rio de Janeiro: UFRJ, 1997. pp. 233/258.

MARANGONI, Matteo Aprenda a ver: como se contempla uma obra de arte, São Paulo: instituto Progresso Editorial, 1949,  231 p. (Coleção Minerva)

MONNIER, Gérard. L’art et ses institutions en France: de la Révolution à nos jours.   Paris: Gallimard-Folio-histoire,  1995.  462p.

MONTEIRO, Charles.  Porto Alegre: urbanização e modernidade: a construção social do  espaço urbano. Porto Alegre : EDIPUCRS, 1995.  153 p.

MONTEIRO, Maria Isabel Oswald. Carlos Oswald (1882-1971): pintor da luz e dos           Reflexos. Rio de Janeiro: Casa Jorge, 2000. 229 p.

PEVSNER, Nikolaus. Las academias de arte: pasado y presente. Madrid :  Cátedra. 1982. 252p. – (edição brasileira - Academias de Arte: passado e presente. São Paulo, Companhia das Letras, 2005). 

SEELINGER, Helios (1878-1965) “Um Centro de Arte- O Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul”. Rio de Janeiro: Boletim de Belas Artes ENBA, nº17, 05.1946, p.157

SIMON, Círio. Conceito pedagógicos de Fernando Corona (1895-1979) in Artes plásticas no Rio Grande do Sul: pesquisas recentes – Porto Alegre: Ed. UFRGS, 1995, pp.63-83

TAYLOR , Frederick Winslow (1856-1915).  Princípios de administração científica. 7a . ed.  São Paulo : Atlas, 1980, 134 p.

VACCANNI, Celita. Escultura contemporânea norte-americana: pesquisa didática sobre métodos de ensino. Rio de Janeiro: ENBA, 1955, 151 p.

WEBER, Max. Sobre a universidade. São Paulo: Cortez, 1989.  152 p.

5.6 - FONTES NUMÉRICAS DIGITAIS RELATIVAS à PRESENTE NARRATIVA

Fernando Corona

Fernando Corona e os espanhóis no Sul do Brasil em





MARGS – Núcleo Documental e Bibliografico http://www.margs.rs.gov.br/nucleo-de-documentacao-e-pesquisa/

Obras do espanhol FERNANDO CORONA como agente ativo e identificado positivamente com a cultura do Rio Grande do Sul.

Continuação e complemento de Artes Visuais sul-rio-grandenses
FERNANDO CORONA - CAMINHADA NAS ARTES –
https://www.estantevirtual.com.br/ladeiralivros/fernando-corona-caminhada-nas-artes-1940-76-248670138


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1 - ICONOGRAFIA  SUL-RIO-GRANDENSE. Obras de FERNANDO CORONA como agente ativo e identificado positivamente com a cultura do Rio Grande do Sul.

2 -  INSTITUTO de EDUCAÇÃO FLORES da CUNHA - PORTO ALEGRE -RS

3 - ¿ QUEM FOI FERNANDO CORONA (1895-1979)  ?. http://profciriosimon.blogspot.com.br/2017/04/200-estudos-de-arte.html

4 - FERNANDO CORONA – ESCULTOR 

5 - FERNANDO CORONA - ARQUITETO

6 - FERNANDO CORONA - PROFESSOR

7 - FERNANDO CORONA - MEMÓRIA

9- FERNANDO CORONA - SUMÁRIO das POSTAGENS do BLOG
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