quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ISTO é ARTE - 005

QUANDO TODOS se SENTEM ARTISTAS.


Fig. 01 – Zoravia BETTIOL no seu Atelier - 2011

A grande aventura da artista Zoravia Bettiol encanta ao longo de mais de seis décadas e seduz os observadores de suas obras. A primavera do ano de 2011 vem sendo anunciada por uma bem cuidada mostra desta artista. Resumindo esta mostra pode-se afirmar que ela desencadeia as mais profundas ressonâncias poéticas em todos aqueles que se aproximam e observam o que ela expõe. As cores, os traços e as figuras das suas obras resultam de uma sábia e feliz conjugação estética. Conjugação na qual ela se livra de todos os acessórios ou artifícios estilísticos e se entrega ao mais coerente diálogo com todas as idades mentais e culturais do seu público que não para de aumentar.


Fig. 02 – Zoravia BETTIOL “Revoada” da Série o UNIVERSO de MÁRIO QUINTANA – Monotipia e pena - 2006 - 42 x 58,5cm

Este potencial pode ser conferido no Centro Cultural da CEEE de Porto Alegre. O filme sobre a artista e a exposição das suas obras tiveram superlotada sessão e concorrida abertura e no dia 25 de agosto de 2011.

Esta superlotada sessão e concorrida abertura demonstram que a obra do artista se completa no seu observador. É no observador que a obra de arte ganha a sua plenitude e reproduz o mundo que a gerou. Esta reprodução torna contemporâneas todas as gerações humanas. Assim, o maior elogio do artista procede de quem é estimulado a perceber, penetrar e percorrer este mundo que a obra de arte acaba de oferecer ou que gerações sucessivas consideram como prolongamento de suas próprias aspirações.

O que escreveu Everton Dalla Vecchia, no catálogo desta exposição, manifesta o projeto que significa para o SESC, apoiar as manifestações culturais significa promover a apreciação das comunidades com os afazeres artísticos e incitara a curiosidade, o conhecimento e a cultura na sua essencialidade. Estas palavras ganham pleno sentido para o observador colocado diante da obra de Zoravia


Fig. 03 – Zoravia BETTIOL – “Romance” Série PRIMAVERA – Xilogravura 1965 475 x 71 cm

Evidente que o mundo da arte constitui-se num mundo de forças e poderes como qualquer universo gerado no âmbito da sensibilidade humana.

Alguns canalizam as potencialidades do campo das Artes, usando-as e escondendo ou mercantilizando os resultados destas energias. Outros banalizam estas energias e as fazem retornar para a Natureza, assim desperdiçando todo o seu potencial. Existe o grupo dos que, percebendo a gratuidade da vida e das próprias forças da arte, se somam generosamente a estas energias, as distribuem e as potencializam assim ao máximo.


Fig. 04 – Zoravia BETTIOL – A Lenda do Guardião da Lei “ Série KAFKA Xilogravura 1977 – 54 x 72 cm

É deste último grupo que queremos nos ocupar aqui. Neste grupo existem os que não vencem a barreira da comunicação. Apesar de toda a sua generosidade e boa vontade, o vínculo entre ao artista e o seu observador fracassa, ou é muito tênue, rompendo o seu fluxo continuo e a sua reprodução no tempo. No entanto no pólo oposto está o artista que conquista a fortuna de captar, manter e alimentar os seus observadores por tempo indeterminado. A sua obra se projeta por gerações para além do seu tempo carregando todos os valores da civilização na qual foi gerado e agregando tudo de positivo proveniente dos séculos pelos quais migrou.


Fig. 05 – Zoravia BETTIOL “Palácio Encantado “ Série SALAMANCA do JARAU Xilogravura 1959 25, x 30 cm

É evidente que a história desta migração só é perceptível na História de Longa Duração. O crivo de tempo é implacável. O que tinha sido fruto da banalização, do populismo e do marketing forçado, flutua no imponderável depois de passar as bases e os mecanismos desta falsificação. Assim este trabalho é consumido pelo tempo que este fazer não soube prever. O autêntico artista sabe que a sua vida é breve e que sua obra é fruto de um longo exercício e uma atenção continuada. Um artista que passa toda a sua existência neste trabalho e nesta atenção continuada, fornece um bom índice de que a sua obra não é fruto da banalização, do populismo e do marketing forçado e cansativo. A sua obra resulta do prazer, da necessidade, da verdade e da beleza gratuita de uma dedicação de uma vida inteira que se confunde com a sua obra. Esta obra carrega este legado no qual os seus observadores, inclusive das novas gerações, mergulham fundo e descobrem nela esta existência do seu feliz criador e que continua a se realizar pela multiplicação de sua mensagem.


Fig. 06 – Zoravia BETTIOL – “A Cabra Cega” Série PRIMAVERA - Xilogravura - 1965 – 66,5 x 47 cm

Quem se entrega à Arte não possui fim de semana, férias ou aposentadoria. A sua obra é a sua própria vida e dura enquanto esta vida flui.

Zoravia frequentou a Curso de Artes Plásticas do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul no período em que esta instituição não pertencia à Universidade e se sustentava como um punhado de professores que depois foram mitificados e eram estimulados por uma turma numerosa de estudantes. A passagem por uma instituição desta natureza, além de criar exigência de toda ordem e que conduz o seu estudante ao nível das demais profissões superiores, possui vantagens e características que raramente são descritas e devidamente avaliadas.


Fig. 07 – Zoravia BETTIOL – “A Moça do Trapézio” Série CIRCO Xilogravura 1967 – 80 x40 cm

Em primeiro lugar o estudante universitário de arte possui um número razoável de observadores da mesma idade e com o mesmo projeto de se tornarem artista. Em segundo lugar a circulação de informações e de encontros com as Artes é muito mais intensa. Poderia ser comparado a quem vai a um moderno centro de exposições de produtos. O estudante que continua cultivando a sua autonomia e não se entrega ao primeiro impulso em escolher caminhos sabe que toda escolha é uma perda mesmo neste ambiente supersaturado de produtos simbólicos. Assim entre as numerosas escolhas talvez nenhuma lhe convenha. No seu projeto de vida e de estética talvez ou uma ou outra consigam mover a sua inteligência, sensibilidade e vontade. Em terceiro lugar esta escolha é realizada no meio do cultivo do contraditório e do risco de errar nesta escolha, apesar de toda a experiência que o artista já tenha acumulado. O pertencimento a um grupo, além de poder contar com o firme e decidido olhar do orientador, permitem-lhe alçar os seus primeiros vôos solos. Este candidato à artista sabe sempre que o estudante ainda não faz arte, pois se encontra ainda num estágio de heteronomia.



Fig. 08 – Zoravia BETTIOL “A Bailarina do Guarda Sol” Série CIRCO – xilogravura 1967 – 71 x 52 cm

Zoravia Bettiol, com esta base institucional, empreendeu cedo a sua autonomia estética, a qual continuou a cultivar diariamente.

Em arte não há como pedir desculpas. Ou se acerta ou se erra de forma definitiva e irremediável. Zoravia Bettiol, com a sábia escolha e feliz conjugação estética das cores, dos traços e das figuras que figuram nas suas obras, reduz as suas possibilidades de errar, de um lado. Do outro lado este rigorosa escolha, realizada diariamente pela artista, abrem caminhos para o seu observador para que este possa chegar ao núcleo de sua proposta poética sem desvios, desgastes e na plenitude de sua mensagem.

EXPOSIÇÃO de 26 de agosto a 14 de setembro de 2011

AOS GRANDES MESTRES

ZORAVIA BETTIOL

Centro Cultural CEEE ÉRICO VERÌSSIMO –

http://cccev.blogspot.com/

http://www.ceee.com.br/pportal/ceee/component/controller.aspx?cc=1758

Rua dos Andradas Nº 1223

Planejamento e execução de

Henrique FREITAS LIMA

Curadoria de Ediolanda LIEDKE

Consultoria de Paula Ramos

Fotos Cláudio ETGES

Realização

Sistema Fecomércio – SESC/RS.


FONTES NUMÉRICO-DIGITAIS relativas à ZORAVIA BETTIOL

SITE da ARTISTA e do seu ESTÚDIO

http://www.zoraviabettiol.com.br/

WIKIPEDIA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Zor%C3%A1via_Bettiol

IMAGENS

http://www.google.com.br/search?q=ZOR%C3%80VIA+BETTIOL&hl=pt-BR&sa=G&biw=1440&bih=737&prmd=ivns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&ei=2GtdToibBJG6tgfax8HhAw&ved=0CDkQsAQ

CUIRRÌCULO

http://to.plugin.com.br/nucleogravurars/ZORAVIA-BETTIOL.htm

FACEBOOK

http://pt-br.facebook.com/people/Zoravia-Bettiol/100001351135872

ZORAVIA e BALDINI

http://wp.clicrbs.com.br/fernandazaffari/2011/04/03/zoravia-bettiol-por-chico-baldini/?topo=52,1,1,,170,2

ITAÚ CULTURAL

http://www.youtube.com/watch?v=c2C9Oxedsps

VIDEOS

http://www.youtube.com/watch?v=C3ivv592Q2I

http://www.youtube.com/watch?v=c2C9Oxedsps

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ISTO é ARTE - 004

A PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA - JAPÃO em PORTO ALEGRE.


Fig. 01 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA localização

Clique sobre as imagens para ampliá-las

Poucos habitantes de Porto Alegre usufruem a explosão floral do mês de julho que acontece na sua cidade. Talvez induzidos pelo cinza, frio e vento minuano, escapa-lhes o espetáculo que acontece no seu inverno meridional. As espécies vegetais ainda acompanham, nesta época, o ritmo da estação nórdica da qual vieram e onde o seu relógio biológico ainda marca a plena primavera-verão nipônico.


Fig. 02 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

Este belo contraste e complementaridade já repetiram em 27 invernos meridionais do Brasil ano de 2011. Implantado com extremo cuidado, em 1983, constitui um bonsai gigante e que os visitantes podem percorrer como um museu vivo e do qual passam a fazer parte como personagens de um cenário. Cercado e com guarda permanente abre em horário de museu e fecha, portanto, na 2ª feira para a visitação pública.


Fig. 03 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

A criação e a elaboração das ARTES na cultura nipônica também constitui o mesmo contraste e complementaridade do que os climas opostos e antípodas sul-brasileiros.


Fig. 04 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

A ruidosa cultura brasileira encontra o silencio da cultura nipônica. Certamente o ocidental aguarda propaganda, marketing e patrocínio ostensivos e espalhafatosos.Não há placa, setas, programas e eventos na praça Shiga. O espetáculo das plantas, da água, das rochas, do ar e do Sol ocorre silencioso.


Fig. 05 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 31 de julho de 2011

Os seus atores diários e disciplinados dão vida, colorido e variedade em todas as horas do dia e das estações. Jamais são iguais entre si mesmos e quem decifrou o seus segredo jamais sentirá monotonia ou tédio.


Fig. 06 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

A concepção e a mentalidade desta praça buscam as suas energias e renovação no plano do NIRVANA e na busca do perfeito equilíbrio entre as paixões humanas com as forças da Natureza.


Fig. 07 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

Assim esta praça nasceu e se desenvolve numa coerência interna muito forte e absolutamente distinto das obras de arte de uma sociedade consumista e ruidosa.


Fig. 08 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

A sua gratuidade depende desta mentalidade que o concebeu e que o previu e planejou e construiu para funcionar com um mínimo de gastos econômicos e de energia. Certamente a sua cerca e o funcionário que abre como museu são limites necessários para marcar concepções tão radicalmente distintas.


Fig. 09 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

O seu uso-fruto diário refaz as energias mentais e físicas, de quem o procura, traz um cenário único para fotografias além de contribuir com área verde para três artérias viárias importantes de Porto Alegre.


Fig. 10 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

A Praça Shiga, com sua calma, sua disciplina e seus vegetais, água e rochas contrasta com o ruído, a agitação, asfalto e os carros que circulam na malha urbana onde ela se situa.


Fig. 11 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

A mentalidade e o pensamento oriental estão conectados, de forma permanente e indissolúvel com as imensas forças que agem sem fazer ruídos e nem estardalhaço.


Fig. 12 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

Assim as forças morais agem coerentemente com as energias do mundo físico, da mesma maneira como o magnetismo mantém em unidade os corpos celestes.


Fig. 13 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

A cultura Oriental cultiva o seu EU mergulhado num TODO em permanente “vir a ser” e que completa seus antepassados e irá se continuar no futuro.


Fig. 14 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

Contrasta com a cultura Ocidental que percebe este EU como um TODO completo e individualidade único. Em especial no taoísmo, este EU não é algo a ser esculpido como um bloco monolítico e auto-suficiente.



Fig. 15 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

Na cultura chinesa esta personalidade está em permanente construção pela recepção, elaboração de contradições e pela harmoniosa integração entre os princípios claros e escuros do bem e do mal que convivem em cada indivíduo. (WEBER in FEATHERSTONE, 1997, p.62)


Fig. 16 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

Não existem santos e nem bandidos totalmente bons ou totalmente maus. A falácia ocidental percebe - este EU e INDIVÍDUO completo e perfeito - como o resultado definitivo e último de uma linha de montagem.


Fig. 17 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011


Fig. 18 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

Linha na qual existe um padrão ideal, conhecido e externo a ser atingido. Este conhecimento controla uma qualidade fixa e universal que rejeita e desqualifica qualquer excentricidade. Na cultura oriental, se for adotado um padrão externo e um controle de qualidade, ela age sem este é fixo, tirano e universal.


Fig. 19 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

A revolução maoísta é constante e constitui-se no permanente recomeço da busca da coerência, enquanto a revolução soviética chegou ao seu “paraíso” definitivo e acabou satisfeita consigo mesma.


Fig. 20 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011

Uma obra de arte oriental, ou sua narrativa, pode prescindir da estrutura ocidental clássica de um começo, meio e um final. A sua lógica é de um ente no qual cada detalhe, momento ou gesto é um todo completo e com sentido em si mesmo, ao exemplo de um fractal de um holograma.


Fig. 21 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 31 de julho de 2011

A sua forma projeta-se na ausência do grito da tragédia e do drama escancarado. O seu tempo evoca a passagem pelo âmbito do silêncio. As suas forças e suas energias comportam-se equilibradas e coerentes, tanto no micro-universo como no macro.


Fig. 22 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 31 de julho de 2011

A sua moldura é o inverso na forma de uma mandala, infinita em direção ao seu centro como para fora. Em resumo trata-se do registro da busca da plenitude intrínseca do equilíbrio e da coerência ao âmbito da concepção do Nirvana.


Fig. 23 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 31 de julho de 2011

No âmbito do mundo empírico e do comportamento pragmático, estas culturas sentem-se a vontade. Agem equilibradas e coerentes tanto na micro-eletrônica mais refinada, como no macro, ao exemplo da concepção e na construção das grandes estruturas da Muralha da China e da represa e da usina das Três Gargantas.


Fig. 24 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 31 de julho de 2011

É possível concluir que a PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA, além de todos os seus elementos estilísticos e formais, é uma lição viva contínua e um remédio disponível vindo de outra mentalidade.


Fig. 25 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 31 de julho de 2011

Mentalidade Oriental que, na sua diferença, contrasta com a mentalidade Ocidental, complementando-a e ressaltando as suas virtudes. Virtudes das quais não seria consciente sem a presença viva deste contraste continuado e nem teria remédio nas suas neuroses e freqüentes desmandos.



Fig. 26 – PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – Porto Alegre – RS - em 10 de julho de 2011


FONTES

PROVÍNCIA de SHIGA - Japão – imagens


http://www.google.com.br/maps?q=PROV%C3%8DNCIA%20de%20SHIGA&layer=c&ll=34.960624,135.905508&cbll=34.960624,135.905508&photoid=po-5064378&z=8&ei=pdE1TvXzH8yugQeW1diMDQ&sa=X&oi=geocode_result&ct=photo-link&cd=3&resnum=1&ved=0CB4Q8wEoAjAA

PRAÇA PROVÍNCIA de SHIGA – POA – RS

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_Prov%C3%ADncia_de_Shiga

CHARLES CARTIER BRESSONcoleção de arte oriental – Nantes - França

http://mban.nancy.fr/fr/accueil/actualites/detail-actualite.html?tx_ttnews%5Btt_news%5D=36&cHash=cbee724c83315df24ed32d398e3c52fc

FOTOS de CÌRIO SIMON

E-mail : ciriosimon@cpovo.net

blog : http://profciriosimon.blogspot.com/2010/10/sumario-eletronico-do-1-ano-do-blog.html

blog : http://mathiassimon1829.blogspot.com/2011_04_01_archive.html

blog : http://naofoinogrito.blogspot.com/

Site : www.ciriosimon.pro.br
Vídeo : http://www.youtube.com/watch?v=qdqXEg7ugxA

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ISTO é ARTE - 003

12 de AGOSTO:

DIA das ARTES no BRASIL.

O dia 12 de agosto é o DIA das ARTES no Brasil. No dia 12 de agosto de 1816 foi criada a ESCOLA REAL de CIÊNCIAS, ARTES e OFICIOS no Rio de Janeiro, pelo então Príncipe Regente e que será, em 1818, o Rei Dom João VI.


Fig. 01 – Dom João VI por Jean Baptiste DEBRET - 1768 1848

Esta ESCOLA REAL foi depois a ACADEMIA IMPERIAL de BELAS ARTES (AIBA). Na República constituiu-se na ESCOLA NACIONAL de BELAS ARTES [ENBA}. Após 1931 ela foi integrada na Universidade Federal do Rio de Janeiros (UFRJ). Em 12 de agosto de 2016 ela celebrará o bicentenário de sua criação.


Fig. 02 – Joaquin LEBRETON - 1760-1819 – Secretário Perpétuo do INSTITUT de FRANCE, em desgraça com o retorno dos BOURBONS, em 1816, ele chefiou a Missão Artística Francesa ao Brasil - Gravura por Charles Normand

Ao criar esta instituição destinada às Artes, o Estado Nacional brasileiro em formação, sinalizava um projeto civilizatório compensador da natural violência que todo Estado necessita exercer.

Como instrumento do Estado acolheu a MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA. Esta fora o suporte visual da corte de Napoleão Bonaparte e trouxe ao Brasil tendência do Neo Clássico internacional. Esta estética foi a face oficial do Estado Imperial Brasileiro. O Neo-Clássico, com esta sanção oficial do Estado, substituiu o Barroco Colonial brasileiro. Esta nova estética permitiu ao artista ter um nome artístico e uma carreira individual. No plano dos cidadãos permitiu que estes tivessem o direito aos seus retratos e imagens pessoais, o que antes lhes era vedado.


Fig. 03 – O prédio da antiga ACADEMIA IMPERIAL de BELAS ARTES [AIBA] – foto de Marc FERREZ – Apresente a tipologia da arquitetura Neo-clássica que se tornou oficial nos prédios públicos ao longo do Império Brasileiro

Contudo como instituição das Artes permitiu, e lançou no âmbito nacional as sementes da formação intelectual e superior dos artistas. Estes ascenderam, do artesanato e da prática artística intuitiva, como o caso do Aleijadinho, para uma formação superior ao nível das demais formações superiores. No âmbito internacional estabeleceu a base institucional para o desenvolver uma rede de circulação, de artistas e obras, no circuito de outros centros de formação mantidos com os mesmos objetivos por outras nações soberanas.

A criação da ESCOLA REAL de CIÊNCIAS, ARTES e OFICIOS no Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto de 1816, lançou as sementes as pesquisas estéticas no âmbito da memória nacional. A sua instauração definitiva permitiu, posteriorirmente, o registro e a guarda do patrimônio brasileiro ao abrigo de instituições de arte criadas para tempo indeterminado. Assim não é por acaso que a Museu Nacional de Belas Artes ocupe hoje as instalações do prestigioso endereçço da Avenida Rio Branco do Rio de Janeiro, no prédio da antiga Escola Nacional de Belas Artes.


Fig. 04 – Prédio da ESCOLA NACIONAL de BELAS ARTES [ENBA] ocupado atualmente pelo MUSEU NACIONAL de BELAS ARTES – Foto por Marc FERREZ

Além da prestigiosa equipe de Artistas do Império de Napoleão Bonaparte a Missão Francesa, de 1816, trouxe artesões e especialistas qualificados em diversos ofícios. Estes profissionais eram apoio à vida urbana da nova metrópole e reforço técnico e intelectual para as diversas missões científicas que começaram a fluir ao Brasil.



Fig. 05 – Cientista no Brasil por Jean Baptiste DEBRET - 1768 1848

A criação da ESCOLA REAL de CIÊNCIAS, ARTES e OFICIOS no Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto de 1816, foi, no conjunto, uma porta oficial entreaberta, na ex-colônia, para as concepções iluministas, da Revolução Francesa e da Era Industrial da qual, estas mentalidades, eram alguns dos seus índices.

No Rio Grande do Sul as concepções de um projeto civilizatório compensador do Estado ganhou corpo oficial por meio de uma instituição criada no dia 22 de abril de 1908, sob o nome de Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul.


MISSÂO ARTÍSTICA FRANCESA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Miss%C3%A3o_Art%C3%ADstica_Francesa

http://www.webluxo.com.br/menu/artes/missao_artistica_francesa.htm

DOM JOÃO VI

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_VI_de_Portugal

ACADEMIA IMPERIAL de BELAS ARTES

http://pt.wikipedia.org/wiki/Academia_Imperial_de_Belas_Artes

MUSEU NACIONAL de BELAS ARTES (BRASIL)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Nacional_de_Belas_Artes_(Brasil)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O QUE é ARTE - 002

O MUSEU de ARTE MODESTA.

O tropeço verbal de uma criança causou perturbação e um estranhamento do repertório adulto e erudito, e foi um evento que forneceu o exame do que pode se considerar como ARTE.


Fig. 01 –Malvina - ELI HEIL – 1929 - explora nas suas obras o impacto direto da cores da tintas industriais

http://www.eliheil.org.br/ + http://artetecta.blogspot.com/2010/04/o-fantastico-mundo-ovo-de-eli-heil.html

O equivoco de uma criança - de denominar, o “MUSEU de ARTE MODERNA”, como de “MUSEU de ARTE MODESTA” - serviu de pretexto para Hervé Di Rosa, que ouviu esta confusão, pensar no sentido que poderia conferir a este equivoco e transformá-lo em trocadilho ao gosto francês. Assim passou a institucionalizar um museu. Ao lado de Bernard Belluc, um “colecionador artista” ele criou o MUSEU INTERNACIONAL da ARTE MODESTA (MIAM). que abriu em no ano de 2.000.


Fig. 02 – Prateleiras do MUSEU INTERNACIONAL de ARTE MODESTA [MIAM] de Paris

O acervo do MIAM incluiu toda ARTE que não fosse acompanhada pela avaliação pelo critério da FAMA da obra, acompanhada pela narrativa ERUDITA e que é EXCLUÍDA normalmente em outros MUSEUS.

A instituição museológica cumpre, de fato, o papel da mediação da obra de arte. Nesta mediação ela busca prolongar e socializar os momentos da vivência direta da experiência estética. Por isto, quanto mais frágeis estes instantes da criação artística, mais necessitam de tempo e de redobrada atenção. Em especial se o corpo da obra de arte não atinge formas muito elaboradas e já aceitas por uma determinada cultura.


http://canais.sol.pt/blogs/jaguar/archive/2007/09/16/Henri-Rousseau.aspx

Fig. 03 – As obras de HENRI ROUSSEAU 1844-1910 exploram as imagens e narrativas fabulosas e recorrentes de sua época, combinando e subvertendo sentido e lógica.

Para esta atenção percorre-se conceitualmente alguns destes campos da criação sem lhes cobrar formas clássicas e universalmente aceitas. É possível evitar “espetar o alfinete pré-classificatório nas costas” dos autores e das obras de arte, como se realiza nas imagens desta postagem. Basta mostrar e descrever, deixando ao observador o prazer de buscar mais dados por meio das fontes na medida do seu interesse e repertório.


http://capaodoleaohistoriaecultura.blogspot.com/2009_04_03_archive.html

Fig. 04 – A ARTE INDIGENA BRASILEIRA apresenta buscas formais características de todas as culturas humanas quando atingem o neolítico - pedra polida. Os arquétipos comandam a construção formal destas obras. Acervo do Museu de Capão do Leão - RS

A ARTE constitui-se num “ente primitivo” , dos muitos daqueles que se admitem sem possuirmos um sentido ou uma definição unívoca e linear deles. No máximo podemos distinguir e dizer “ISTO é ARTE” ou “ISTO não é ARTE”. De resto avança-se neste campo sem conhecer as suas competências e fronteiras fixas. Na exploração da ARTE concebe-se Arte bruta como aquela do impulso humano primordial de lidar com os meios tradicionais da arte sem prender-se a convenções.


http://en.wikipedia.org/wiki/Adolf_W%C3%B6lfli

Fig. 05 – A ARTE de Adolf WOLFLI 1864-1930) estimulou a Jean Philippe Arthur Dubuffet (1901-1985) a pesquisar a ARTE BRUT A e a criar, em 1848, o respectivo museu A

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_bruta + http://pt.wikipedia.org/wiki/Dubuffet

Neste aspecto temos a arte ínsita na qual o seu praticante busca revelar-se e expressar o impulso universal na espécie humana. Esta revelação surge no meio de violentas alterações de sanidade mental e compulsões psicológicas sobre os quais este praticante busca sobrepor a sua obra. A simples erupção deste potencial humano universal, em formas de arte, sem se inscreverem nem continuarem esta série, denomina-se de arte ínsita. É o caso dos doentes mentais que lidam com suas compulsões por meio de formas de arte. A arte ínsita não se desenvolve por outros interesses externos ao fenômeno do campo da ARTE consagrado por uma tradição ou estabelecida por meio de cânones estéticos. O seu início e final estão restritos aos seus praticantes.


Fig. 06 – A ARTE do paciente Arthur Bispo do Rosário permite estudos, sistematizações no caminho do grupo de pesquisa da Drª Nise da Silveira e o seu Museu do Inconsciente

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bispo_do_Ros%C3%A1rio

Uma nova série nasce, muitas vezes, se desenvolve e produz obras, numa tradição religiosa, dando origem à arte sacra.

Quando esta apropriação traz uma alta de carga de subversão dos meios e das mensagens estamos diante da arte naif. Os tropeços conceituais certamente são muito mais hilariantes e/ou graves do que os tropeços verbais de uma criança. Afinal o pintor naif, Henry Rousseau, considerava-se, a si mesmo, como o “maior pintor egípcio”. Esta ingenuidade desvela todo o potencial criativo que é universal e imemorial na espécie humana e busca formas de expressão na maioria das civilizações. O caudal das artes herdades de tradições culturais e afazeres do quotidiano, desembocam na arte popular com rígidos padrões inquestionados pelo se praticante. Se esta apropriação procede de culturas mais elaboradas temos o kitsch cujas obras já nascem consumidas.


http://paintbrushers.blogspot.com/2009/03/semana-de-arte-modesta-releitura-de.html

Fig. 07 – A TARSILA do AMARAL na condição de artista erudita realizou freqüentes incursões entre ex-votos e pinturas sem maiores pretensões do que expressar sentimentos sem maiores pretensões estéticas do que o puro prazer de expressão dos seus autores situado no poder originário da nação e da cultura brasileira.

Esta manifestação não é possível confundir com a arte primitiva, pois esta além do impulso, da apropriação e da subversão contém o germe de uma nova tradição que o tempo começa a revelar no olhar retrospectivo. Ela constitui a origem de uma série nova que num determinado tempo, lugar e indivíduo singular, começa a tomar forma. Os artistas, que são pioneiros e instauram uma tradição, são considerados como os artistas primitivos desta tradição ou da série estética que eles inauguraram. Quando o pintor florentino Giotto retomou a tinta e o pincel em vez da filigrana em vez dos metais das e pedras preciosas, dos estereotipados ícones bizantinos, foi considerado um dos primitivos da grande expansão da pintura do Renascimento.


http://www.heitordosprazeres.com.br/hp/biopai.htm

Fig. 08 – Oba do artista visual e sambista HEITOR dos PRAZERES (1898- 1966)

Apesar da dificuldade para atingir a coerência das crianças e dos primitivos, proíbe-se que elas façam ARTES. Para o adulto existe o desafio de manter e depois adquirir uma segunda natureza. Todos nascemos com a carga genética de milhões anos de evolução. Contudo a cultura é um fato externo e necessário de adquirir e depois tornar coerente com o nosso tempo, circunstâncias mutantes em cada indivíduo e lugar.


Fig. 09 – Carlos Alberto de OLIVEIRA ( CARLÃO) desenho com esferográfica para a sua exposição na FEEVALE – Novo Hamburgo entre os dias 17 de junho a 08 de julho de 2004

Artistas trazem-nos preciosos depoimentos de mergulhos pessoais profundos que fizeram no fenômeno estrito da ARTE ao aplicarem nela a sua atenção e o seu tempo integral. Assim a escultora Leda Flores elaborou o lado intimista da ARTE e escreveu que

“Na minha opinião, o verdadeiro artista, aquele que é sincero e profundo, deixa transparecer, em sua obra, toda a sua experiência de vida; através de sua sensibilidade, filtra-se o que captou de seu mundo exterior, e dentro de uma técnica apurada, encontra a verdadeira finalidade de expressar-se em arte”.


Fig. 10 – Obra de LEDA FLORES de uma série de Xerox e de interferências.

Na medida em que há necessidade de expandir este espaço individual para o espaço publico e universal, impõe-se prestar também atenção aos interesses externos da prática artística e formar juízos de valor ao seu lado épico. Entre estes interesses externos e sociais inerentes à ARTE, Leon Battista ALBERTI insistia que a FAMA é a RECOMPENSA do ARTISTA. Ciente que este era apenas o lado externo da ARTE, este autor condenava toda a busca imoderada por esta mesma FAMA. Assim Alberti no seu tratado DA PINTURA, na parte 29, registrava:

“Esta arte confere prazer, honras, riquezas e fama perpétua para aqueles que são os seus mestres. Sendo, como dizemos, a Pintura é um excelente e antiqüíssimo ornamento das coisas, digna de homens livres, grata aos doutos e aos não-doutos. As obras da Pintura conferem muito confortos lícitos aos jovens. Aconselho, pois, que estudam a Pintura para que as suas obras sejam dignas.

Aqueles que buscam a sua maior glória na Pintura, tenham o maior cuidado para não comprarem nome glória. Vejam como os antigos já insistiam em que a ganância é inimiga da virtude. Os que quiserem comprar inspiração e criatividade raramente atingem frutos pela ganância. Eu vi muitos florirem na primeira aprendizagem, caírem na busca do lucro. Não atingiram nem a riqueza nem a fama, ainda que o pudessem atingir se tivessem usado o seu engenho no estudo”.


http://cabenevidespaixao.wordpress.com/2010/11/13/1082/

Fig. 11 – Cartaz de evento da SEMANA de ARTE MODESTA de 16 a 19 de novembro de 2010 -A Na PUC - SP

Na mesma linha a pintora Leda Flores percebeu e registrou esta possível corrupção e a mesma busca imoderada de fama da parte de que pratica a ARTE

- “Existem os que usam a arte, tão somente como meio de suprir suas necessidades econômicas; os que a usam como política de comunicação à massa. E os cômicos, intelectualóides, os que fazem questão de projetar-se no mundo dos louvores, assim saciando a sua vaidade; para isso devem estar na ordem do dia, seguindo o último figurino de Paris, e alegam aos brados: o figurino está superado: só o abstracionismo é valido, ligeiro... já foi superado, entrou agora, a inovação concretista, e mais ismos, ismos, ismos... – opa, que é isto? Voltou a moda o figurativo, claro com alguns detalhes diferentes, que lhe dão “charme”.


Fig. 12 – A ARTE de MALVINA - ELI HEIL – 1929 - possui fundação e acervo permanente em Santa Catarina. Caixa de meias – tampa e fundo píntados com tinta industrial em 1989 – Obra confiada ao autor pela artista Crhistina Balbão

http://www.eliheil.org.br/

http://artetecta.blogspot.com/2010/04/o-fantastico-mundo-ovo-de-eli-heil.html


Por todas esta razões faz sentido um “MUSEU de ARTE MODESTA” . As manifestações de arte menos pretensiosas de busca de fama e de riqueza, não correm este perigo. Na busca da ARTE MODESTA conhecem os limites ou eles mesmos as traçam como uma espécie de contrato social. Não é por acaso que o mergulho de Pablo Picasso na Arte primitiva africana, no Museu de Arte Antropológico de Paris, fosse tão fecundo para toda a arte do século XX.


Fig. 13 – A ARTE INDÍGENA BRASILEIRA nas suas buscas formais características de todas culturas humanas quando atingem na era da pedra polida. Os arquétipos comandam a construção formal destas obras no objeto lítico zoomorfo para esmagar e moer – Canela- RS – Coleção particular da Família Boera.

O tropeço verbal da criança não é arte. Estas manifestações, contempladas em, si mesmas, remetem perigosamente a ARTE para próxima da Natureza, do acaso, dos mecanismos de fuga e da alienação. As artes ditas bruta, ínsita, popular, naif, religiosa, primitiva e tantas outras denominações, possuem o grande mérito de perturbar as rígidas concepções e causar estranhamento do repertório adulto e erudito da ARTE. No entanto escancaram estas imensas portas e janelas para outros universos ainda inexplorados. De posse destas concepções, e de tantos outros mais, o autêntico artista pode ultrapassar estas fronteiras, e de outras tantas mais. O impulso, do tropeço, levam o artista para a ruptura epistêmica Ruptura através da qual ele pode divisar o interior deste campo e recomeçar a sua obra pela raiz nova e autêntica. Campo no qual pode explorar o rico potencial e manter o continuum da sua criação diária de uma obra coerente consigo mesmo, com o seu tempo e o seu lugar.

FONTES deste TEXTO

ALBERTI, Leon Battista (1404-1472) , De Pictura - versão vulgar (1435) latina (1436) : a cura di Cecil Grayson TRATTO DA: De Pictura , Laterza 1980, 1a EDIZIONE ELETTRONICA DEL: 7 giugno 1998

http://www.liberliber.it/biblioteca/licenze/ + http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/lb000014.pdf

LEDA FLORES – “CONVERSA DE CERAMISTAS PARA UM GRAVADOR INDISCRETO” papeis inéditos da artista. Texto integral aos cuidados do Arquiteto Luiz Carlos Flores – Porto Alegre - RS

MUSEU de ARTE MODESTA LEMONDE| 30.07.11 | 15h14Culture

http://www.lemonde.fr/culture/article/2011/07/30/l-art-modeste-un-territoire-inattendu-a-arpenter-a-sete_1554461_3246.html

FONTES das IMAGENS e BIOGRAFIAS.

ARQUEOLOGIA do RIO GRANDE do SUL

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FIGARI

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ARQUEOLOGIA e CAPÂO do LEÃO

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ARTE BRUTA

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e Adolf WOLFLI 1864-1930)

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ARHUR BISPO do ROSÁRIO c.1910-1989

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HENRI ROUSSEAU 1844-1910

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JORGE CARDOSO BRANCO

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MALVINA - ELI HEIL – 1929

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e MIGUEL BAKUN 1909-1963)

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MESTRE VITALINO (1909-1963)

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Musée Intenational de Art Modeste (MIAM) – Paris - site

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MOSTRA de ARTE MODESTA

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NAIF e/ou PRIMITIVA

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NISE da SILVEIRA ( 1905-1999)

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MUSEU de INCONSCIENTE

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ARTE X NÃO-ARTE

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VÍDEO – MIAM e obras de Bernard Belluc

http://www.youtube.com/watch?v=qk15AT-0sTk

http://www.google.com.br/search?q=Bernard+Belluc&hl=pt-BR&biw=1440&bih=737&prmd=ivnsob&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=xGw-TvWoOoLb0QHA9JHsAw&ved=0CDMQsAQ

Fondé en 2000 par un artiste de renommée internationale, Hervé di Rosa, et un collectionneur fou, Bernard Belluc, le MIAM, (Musée International des Arts Modestes) expose les babioles de tous les jours, boules de neige, jouets en plastique, bonshommes de la Guerre des Etoiles, tortues ninjas, kinder surprises, soldats de plomb, goldoraks, peluches, gadgets spirituels, gourdes de vierge en plastique, cartes à jouer et autres curiosités trouvées dans l'abîme du quotidien et de la société de consommation. Le MIAM préserve et conserve toute la poésie de la culture populaire. L'Art modeste se situe à la frontière de l'Art Brut, de l'Art Naïf, de la collectionnite, de l'Art Forain et de celui des peintres du Dimanche.


http://www.miam.org
FESTIVAL INVISIBLE - Centre d'Art Passerelle - Brest - du 20 au 31 Mars (14h/18h30 - 3 euros)

http://terribabuleska.free.fr/index.php?2007/03/p2