sábado, 9 de dezembro de 2017

207 – ESTUDOS de ARTE




 O PENSAMENTO de Walmir Felix Solano AYALA (1933-1991)



SUMÁRIO

1 –  Natureza do   PENSAMENTO de Walmir AYALA ..2 –  Obstáculos sociais e culturais que  Walmir AYALA teve de enfrentar no cultivo e na divulgação de seu PENSAMENTO  estético ..3 – O contexto social, econômico e estético do PENSAMENTO de  Walmir AYALA no Rio Grande do Sul. . ..4 –  Walmir AYALA  afirma o seu  PENSAMENTO e colabora na formação da consciência  estética no contexto sul-rio-grandense apesar das fragilidades,  resistências  e silêncio oficial. ....... 5 – Leituras e narrativas  estilísticas do PENSAMENTO de Walmir AYALA......6 – O profissionalismo, a projeção e permanência   do PENSAMENTO  de Walmir AYALA ........ 7 – Etapas da transição do  PENSAMENTO de Walmir AYALA o mundo prático e empírico. ......8 -  Permanência do potencial do PENSAMENTO de Walmir AYALA apesar da sua ausência física, .........09 – O pensamento de Walmir AYALA introduz outras ESTRATÉGIAS  para se tornar AUTÔNOMO do MUNDO OFICIAL e assim ampliar o seu potencial do intelectual e esteta e se aproximar da lógica da livre iniciativa da ERA INDUSTRIAL. .......10 - O PENSAMENTO de Walmir AYALA e o seu legado institucional  . ...........FONTES BIBLIOGRÁFICAS relativas ... Walmir AYALA......FONTES BIBLIOGRÁFICAS TEÓRICAS CITADAS.......FONTES NUMÉRICAS  DIGITAIS...

. Fig. 01 –  A obra  de Walmir AYALA deu vez e voz aos silenciosos artistas visuais. Sem renunciar ao fluxo da sua poderosa inteligência e  sua sensibilidade estética Walmir construiu pontes narrativas para a expressão POÉTICA VISUAL.. De outra parte o  pensamento de AYALA foi coerente com os veículos de comunicação da culminância da ERA e da  INDUSTRIAL CULTURAL BRASILEIRA da qual foi uma das expressões criativas.  
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1 –  Natureza do   PENSAMENTO de Walmir AYALA

Pode-se entender a natureza do PENSAMENTO de Walmir AYALA como um esforço intelectual para se aproximar e buscar entender o artista e suas obras visuais.  De um lado soube manterá as suas competências de escritor, de jornalista, de cronista e de poeta[1]. De outro lado manteve a mesmas competências e autonomia para o campo das artes. Retribuiu esta confiança destes artistas com textos, crônicas e com a continuidade do DICIONÁRIO BRASILEIRO dos ARTISTAS PLÁSTICOS[2]  iniciado pelo seu amigo Carlos Cavalcanti (1909-1973)[3]


Fig. 02 –   A efetiva colaboração de Walmir AYALA com Carlos CAVALN TI (1909-1973) permitiu que a obra DICIONÀRIO BRASILEIRO da ARTES PLÁSTICAS chegasse ao término, em 1980,   após o desaparecimento prematuro do seu titular  A coleta dos verbetes dos artistas foi determinada, em grande parte, pela sua frequência com estes nomes foram acolhidos pelo mercado de arte e pela culminância dos veículos de comunicação da imprensa da ERA INDUSTRIAL. Estes mesmos nomes podem ser conferidos na internet e avaliados pela sua presença nos instrumentos culturais da ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL; 
Nas suas aproximações e interações com as artes visuais por meio das suas experiências estéticas e as suas socializações ele não abandonou seu MODO de SER POETA. A escolha do seu repertório verbal está carregada com ressonâncias poéticas e por meio das quais ele realiza uma efetiva ponte entre o MUNDO VISUAL e as FORÇAS POÉTICAS. Neste sentido é possível perceber um esforço de juntar o que o mundo prática da ERA INDUSTRIAL fragmentou e a ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL ATOMIZOU em MIGALHAS  ESPARSAS


2 –  Obstáculos sociais e culturais que  Walmir AYALA teve de enfrentar no cultivo e na divulgação de seu PENSAMENTO  estético

A novidade desta interação poética visual Walmir AYALA não foi percebida imediatamente no Rio Grande do Sul. Assim teve de procurar o Rio de Janeiro no qual criou suportes para o seu pensamento e para práticas jornalísticas

Se ele abandonou fisicamente o seu estado natal, em contrapartida elevou a sua produção ao nível de tantos intelectuais, artistas e políticos sul-rio-grandenses que fizeram da antiga capital brasileira a sua caixa de ressonância. Seria longa a lista de artistas visuais, músicos, literatos e políticos que fizeram do centro do Brasil o seu cenário sem perderem a sua identidade. Antes, ao contrário, tiveram ali as circunstâncias do potencial que traziam do extremo sul do Brasil. Walmir Ayala foi um destes poetas, escritores, historiadores, críticos e cronistas de artes visuais que  teve de abandonar a sua terra de origem para ir para onde pudesse ter condições mínimas para estar voltado para as experiências estéticas materiais das artes visuais
Assim Walmir AYALA teve da abandonar cedo o Rio Grande do Sul para ir ao Rio De Janeiro. Ali teve suporte para praticar o seu pensamento, sua poesia, a sua escrita, ser critico e cronista de artes visuais  e historiador

Fig. 03 –   Na obra DESENHO da VIDA  Walmir AYALA percorre as vias poéticas e deixa a marca de sua senilidade em narrativas líricas de suas experiências existenciais mais profundas. Ele não renunciou a este seu modo de ser diante das OBRAS de ARTES VISUAIS nas quais irá de tratar de perceber as buscas líricas naquelas obras que usam a forma plástica, a cor e a textura. .
A partir destes signos sensoriais plásticos que ele irá conceber a sua obra “A criação plástica em questão”  e testa isto com 37 aristas que gravitam ao redor do seu universo poético

 3 – O contexto social, econômico e estético do PENSAMENTO de  Walmir AYALA no Rio Grande do Sul. .

O Rio Grande do Sul do poeta, escritor, historiador, critico e cronista de artes visuais  Walmir AYALA estava saindo do torpor do ESTADO NOVO (1937-1945). A forte reação regionalista à queima da sua bandeira e a proibição dos símbolos do Rio Grande do Sul e a retomada dos seus valores regionais ocupou um a geração. Este direcionamento para dentro de si mesmo alienava para as ATUALIZAÇÕES das INTELIGÊNCIAS, das VONTADES e dos SENTIMENTOS que não estivessem sintonizados  com os seus valores regionais.

Uma sociedade, fortemente hierarquizada pelos valores econômicos, filtrava, apoiava  e promovia aquilo que lhe fornecia prestígio, fama e especialmente poder político.

Uma nova geração, ideias diferentes dos tradicionais e PESQUISAS ESTÈTICAS significativas estavam fora de pauta para desta SOCIEDADE SUL-RIO-GRANDENSE saída da II GUERA MUNDIAL. A forte dialética entre a ATUALIZAÇÃO da INTELIGÊNCIA, promovida pela INDÚSTRIA CULTURAL mais adianta, não poupava qualquer VELEIDADE de PESQUISA ESTÉTICA LOCAL. De outra parte a cisão entre o mundo capitalista e socialista, desta época, encontrava argumentos fáceis e poderosos, dos dois lados, para desqualificar, anatematizar e acabar com qualquer PESQUISA ESTÉTICA LOCAL.

De outra parte um jovem PESQUISSADOR e na BUSCA do RECONHECIMENTO encontrava no Rio de Janeiro - vivendo os últimos anos como capital nacional  os fulgores das luzes de um crepúsculo – não o apoio que carecia na sua origem, mas autonomia e a liberdade de um pesado PATRULHAMENTO REGIONALISTA.

Este pesado PATRULHAMENTO REGIONALISTA não podia recusar e desqualificar a obra daquele que ganhava notoriedade nesta velha e tradicional capital nacional brasileira.

Certamente a obra de Walmir Felix Solano AYALA  se inscreve entre aqueles que abandonaram a sua terra natal para conquista-la pela QUALIDADE de sua PESQUISA ESTÉTICA que lhe era impossível onde nenhum profeta e bem recebido na aldeia de sua origem.






Fig. 04 –   Na obra “A criação plástica em questão”  Walmir AYALA busca e demonstra nas respostas o PENSAMENTO d em seleto grupo d ARTISTA VISUAIS VIVOS de sua geração. Com esta obra ele demonstra que a “OBRA de ARTE é uma COISA MENTAL” na linha de Leonardo da Vinci. De outra parte demonstra que este PENSAMENTO é ERUDIÇÂO de OUTRA NATUREZA, PENSAMENTO inteiramente coerente com a sua existência ao lado dos demais saberes da UNIVERSIDADE.

4 –  Walmir AYALA  afirma o seu  PENSAMENTO e colabora na formação da consciência  estética no contexto sul-rio-grandense apesar das fragilidades,  resistências  e silêncio oficial.

O ano de 2017 foi pródigo em patrulhamentos morais, estéticos e políticos das expressões artísticas. As Artes Visuais sofrearam verdadeiras campanhas de controle, cerceamento e desqualificações. Talvez a falta de um PENSAMENTO, de lima AUTONOMIA INTELECTUAL e a FIRMAÇÂO da AUTONOMIA do ARTISTA abriram flancos a estas hordas de moralistas da arque e para aparecerem na mídia.

Esta patrulhamento morais, estéticos e políticos das expressões artísticas  já havia sido tratados por Walmir AYALA. Desta sua preocupação são testemunhos os  versos publicados em 22 de maio de 1982 no Correio do Povo de Porto Alegre.


ODE à CENSURA

De Walmir AYALA

Censuremos a pornografia da fome,
...do desemprego,
...da indústria da educação,
...da propaganda mentirosa.
....da propaganda mentirosa.


A pornografia da violência policial,
...da tortura,
...das máscaras eleitorais,
...dos aumentos do pão e do leite.


A pornografia da irrealidade dos salários do Povo
... e da irrealidade dos salários dos que decidem o mesquinho salário do povo.


A pornografia da falta de solidariedade,
... da demagogia com pés de lã,
...da corrupção oficializada,
... do pseudomoralismo despistado.


A pornografia dos linchamentos,
... da lentidão da justiça,
... do olho vesgo  da justiça,
...do pedestal vazio da própria justiça.


A pornografia da  justiça que se quer feita pelas próprias mãos.


A pornografia do medo, da insegurança,
...das comissões que justificam o crime,
...do variado preço da “cerveja”
...com que se amansa o gato da fiscalização.


A pornografia do símbolo do leão 
...como carrasco dos que se equilibram perigosamente,
... na rede milionária dos impostos.


A pornografia da fábrica de mortos,
..ou das mortes cinicamente adiadas,
...nos institutos da previdência social !


A pornografia das ricas reservas de ouro.
... minério e petróleo,
...caracterizando um pais rico infestado de miséria.


Censuremos todas estas pornografias que nos aviltam
...não à ingênua pornografia que pelos olhos ou pela imaginação,
...monta sua máquina monótona,
..no espaço supérfluo do nosso sonho.

Porto Alegre, Correio do Povo – Letras & Livros, 22  de maio de 1982


Aos moralistas de ceroulas, as palavras proféticas do poeta Walmir Ayala 13/09/2017 in https://jornaloexpresso.wordpress.com/2017/09/13/aos-moralistas-de-ceroulas-as-palavras-profeticas-do-poeta-walmir-ayala/

Estes versos ressoaram de novo, no ano de 2017, particularmente nos versos do poeta, escritor, historiador, critico e cronista de artes visuais  que teve da abandonar o Rio Grande do Sul. Na multidão de outros PENSADORES no Rio de Janeiro Walmir AYALA pode praticar e ter suporte do seu pensamento voltado para as experiências estéticas materiais significativas das artes visuais sem se perder em intrigas, maniqueísmos de gente de rua.

Gente de rua para a qual Aristóteles já havia escrito  no Penúltimo aforismo dos seus Tópicos[1] que:  

não se deve argumentar com todo mundo, nem praticar argumentação com o homem da rua, pois há gente com quem toda discussão tem por força que degenerar      
Esta triste conclusão do mestre é um desabafo após exaurir a sua inteligência, a sua vontade e os sentimentos no ensino dos princípios básicos da Retórica ao seu discípulo Alexandre Magno. Walmir AYALA  usou a arte poética


Fig. 05 –   Acima a resposta do artista Humberto Espíndola em relação à questão “CONCEITO de NOVO” nas ARTES VISUAIS elaborada por Walmir AYALA . Certamente não foi acaso a escolha deste artista visual do Mato Grosso.  Espíndola buscou a fonte de sua inspiração e motivação  nos temas regionais mas os projetou  como poderosa e autêntica contribuição ao  pensamento brasileiro.  
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5 – Leituras e narrativas  estilísticas do PENSAMENTO de Walmir AYALA

Numa das suas refinadas críticas  Revista BANZEIRO[1] Walmir AYALA expõe as experiências estéticas da ARTE POÉTICA. Vale a pena ler este texto em relação a um concorrente e no qual certamente existe um PENSAMENTO muito de autobiográfico

A poesia como um desesperado recurso de sobrevivência. Resistir, ironizar, tanger o lugar comum e transformá-lo num código. Assim canta o poeta Luís Augusto Cassas. Este seu Rosebud é uma sucessão de surpresas, deboches e distanciamentos de um puro maldito. Mas com a poesia sempre presente. No discurso mais trivial está a poesia, porque as linhas e entrelinhas estão curtidas de transcendência. Ele parece ter pudor destes voos, mas não escapa. Desenha com incisão dolorosa o retrato do poeta, e nele assomam ressonâncias dos antecedentes — Pessoa, Castro Alves, Drummond, não devolvidos antropofagicamente, mas gozosamente embutidos, em levíssima citação, no transcorrer da música do verso.

A música. Poesia é antes, de tudo música, e que bom instrumento nos dá Luís Augusto Cassas. Lemos derramados e escorregando como de um tobogã alucinante. É viagem e denúncia, sem interrupção.

“Escrevo com a tinta do ódio”, diz ele. E nisto não convence. Porque sem amor não galgaria tantas montanhas, não se perderia em tantos córregos, não tocaria o pó, o sujo, o sublime, o cotidiano com todas as suas celebrações e seus desgostos.

As dores do mundo estão de repente presentes, como em Um Poster contra a Posteridade; os desgastes domésticos, como em Supermercado; a dor, o troco da dor como um sobrante que não se esgota.



Há uma litania perversa em A Mulher dos Lábios de Atração Turística, onde o trágico vai se metamorfoseando em quase compaixão. Há jeux de mots, como em A Indesejada, onde se visualiza um teatro do absurdo, concreto e escarrado. A arte poética, em Dialética do Olho Roxo, é das mais originais. Quem atravessar a fronteira desta agressão amorosa não se perderá jamais da poesia.

Esta sucessão anarquista de provas de amor à poesia, por sinal, faz deste livro uma Arte Poética inconsútil. A sinistra elegia ao peru é uma obra prima, uma abrangência do histórico que se faz cotidiano e imediato, um crime que se mistura à compaixão e à fatalidade do destino. Mesmo em perigosas situações poéticas como em O Rebanho de Deus, sai-se digno, limpo e nítido na sua crítica. Há o terrível poema Tratamento de Choque, um dos modelos perfeitos de sua inversão de valores, aparentemente delirantes, mas cheios de trágica verdade. E a risada intercalada do Obituário dos Poetas, a Missa Negra onde a poesia pousa na lápide, a Cronologia do Poema.

Página a página encontro o verdor da poesia, e me gratifico. 

Na concepção de Pierre BOURDIE o artista produz para os seus concorrentes que são os poucos a compreender as suas obras, os seus argumentos e pensamentos.  As refinadas críticas de Walmir AYALA fluem e se libertam quando encontra no seu caminho alguém entregue, como ele, em experiências estéticas da ARTE POÉTICA. Nestas leituras e narrativas  estilísticas do PENSAMENTO de um OUTRO fluem e se libertam os valores subliminares que alimentam os seus sentimentos, vontade e inteligência.







[1] A poesia de Luís Augusto CASSAS analisada por Walmir YAL  na Revista BANZEIRO Walmir Ayala


Fig. 06 –   Uma caraterização  da figura de Walmir AYALA para a obra que organizou e divulgou as pessoas mais expressivas do mundo das Letras do estado do Rio Grande do Sul. Este gesto é uma amostra como  pensamento não possui fronteirar regionais e se universaliza a obra de AYALA pela sua qualidade e sua coerência de que é portadora.

6 – O profissionalismo, a projeção e permanência   do PENSAMENTO  de Walmir AYALA

O que permanece é o PENSAMENTO. Especialmente quando este PENSAMENTO atinge o nível do VERBO, da PALAVRA e da NARRATIVA ESCRITA e de modo particular quando atinge a materialidade IMPRESSA.

O VERBO IMPRESSO, manejado por Walmir AYALA, tornou-se oceânico, Se de um lado a ERA INDUSTRIAL estimulou este fertilidade, de outro lado esta  mesma ERA das MAQUINAS, trabalha com a obsolescência programada e transforma o OBRA de ARTE em TRABALHO destinado ao consumo, ao uso e ao descarte imediato.

Apesar dos atropelos da ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL ela possui as condições matérias para acumular em “NUVENS”. De outra parte a ERA NUMÈRICA DIGITAL está se apropriando da produção da ERA das MAQUINAS ANALÓGICAS e transformá-la em códigos binário. O desafio é esta migração da obra de Walmir AYALA para a ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL.
Certamente não se discute o valor intrínseco da obra do poeta, escritor, historiador, critico e cronista de artes visuais. O problema é  novamente VELEIDADE da ATUALIZAÇÂO das INTELIGÊNCIAS - que é PASSIVA e RECEPTIVA -  contra a PESQUISA ESTÉTICA LOCAL que é ATIVA e PROPOSITIVA e que  BUSCA o RECONHECIMENTO objetivo e coerente – Propósito que leva para PROJETOS, para CONTRATOS e realizações que garantam a permanência   do PENSAMENTO  de Walmir AYALA
Fig. 07 –   Acima a resposta de IBERÊ à indagação de Walmir AYALA em relação a trabalho ANÔNIMA, em EQUIPE ou AUTORAL de artista visual. Certamente o PENSAMENTO de AYALA partiu das circunstâncias da ERA e da INDÚSTRIA dos veículos de comunicação CULTURAL e que predominantemente são em EQUIPE. De outra parte, como bem demonstrou IBERÊ na sua resposta, mesmo nesta circunstância ANÒNIMA e de EQUIPE o criador sempre será o MESTRE. Em outros termos o ARTÌSTA é PRÍNCIPE na mediada em que PRINCIPA e ORIENTA a CRIAÇAO da OBRA de ARTE que vem para ficar como culminância no PATRIMÔNIO COLETIVO da HUMANIDADDE
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7 – Etapas da transição do  PENSAMENTO de Walmir AYALA o mundo prático e empírico



As etapas, vividas por Walmir AYALA, constituem um contínuo e um projeto que ele assumiu na  sua juventude.  A sua mudança para a Capital Federal aos 23 anos de idade, conferiu-lhe a certeza que alimenta o PENSAMENTO de todo o emigrado que abandona a sua terra de origem e queima os navios de sua travessia. O seu novo porto foi a POESIA, a ESCRITA, PROFISSIONAL, a CRÔNICA DIÁRIA, a NAARATIVA HISTÓRICA e a CRÌTICA de ARTES VISUAIS.  


Nesta direção uma síntese biográfica ajuda a compreender o compromisso desta mudança. Para tanto é útil a leitura de uma pequena resenha de algumas das suas obras poéticas com um breve biografia[1] que se reproduz a seguir:

“Walmir Félix Solano Ayala, poeta, romancista, crítico de arte, contista, memorialista e autor de literatura infantil, nasceu em Porto Alegre (RS) no dia 04/01/1933. Seu primeiro livro, "Face dispersa", foi publicado em 1955. Em 1956 mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro. Dentre suas mais de cem obras, destacamos: "Diário I (Difícil é o Reino)"; "A Beira do Corpo" (romance); "Chico Rei e a Salamanca do Jarau" (teatro); "A Toca da Coruja" (literatura infantil, Prêmio Nacional de Literatura Infantil do INL)"; "Ponte Sobre o Rio Escuro" (contos, Prêmio Nacional de Ficção do INL) e "A fuga do Arcanjo" (diário íntimo). O intelectual ora enfocado faleceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 28/08/1991”.





A breve vida de Walmir AYALA teve uma intensidade, uma urgência e coerência interna de tal ordem que a sua OBRA coincide com o seu ENTE Ele expressa este seu ENTE no seu MODO de SER poeta, esteta, comunicador e pesquisador. No cenário dos demais PENSADOR das ARTES VISUAIS SUL-RIO-GRANDENSES encontra-se raramente esta INTENSIDADE, COERÊNCIA, RITMO, QUANIDADE e QUALIDADE de PRODUÇÂO.
Fig. 08 –   Numa entrevista Walmir AYALA  realiza uma avaliação de suas escolhas pessoais e expressa a sua autonomia do seu PENSAMENTO em relação SENSO COMUM. Pode-se pensara numa TESE que contraria o SENSO COMUM. Ele enfrenta a ANTITESE  de uma CARREIRA PROFISSIONAL de sucesso garantido. A SÌNTESE é realizada pelo seu interlocutor que acolhe e divulga o seu PENSAMENTO
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8 -  Permanência do potencial do PENSAMENTO de Walmir AYALA apesar da sua ausência física,

Foi como critico e cronista de artes visuais que Walmir AYALA retomou uma tradição de perguntar aos artistas aquilo que eles PENSAVAM do seu campo de forças. Retomava o caminho de Giorgio VASARI (1511-1574)[1]vinda do Renascimento e retomada por DUQUE ESTRADA[2], no Rio de Janeiro no início de século XX.

  Evidente não se tratava de perguntar por perguntar, mas expor ao artista, as suas próprias dúvidas, incertezas e convicções de alguém que respeita, registra e socializa o PENSAMENTO que colhe dos criadores de artes Visuais.

Tanto VASARI, como DUQUE ESTRADA e AYALA publicaram e fizeram circular o PENSAMENTO dos ARTISTAS VISUAIS do SEU TEMPO. Porém cabia a que iniciava este jogo estabelecer e até condicionar a direção deste pensamento.
Fig. 09 –   Acima as perguntas que Walmir AYALA encaminhou aos artistas visuais  de sua geração.  Artistas que receberam espaços nacionais  onde as suas obras eram conhecidas e reconhecidas. As perguntas, quando inteligentes despertam as mais profundas ressonâncias, questionamentos e sínteses tanto a quem são dirigidas como naqueles que assistem a este jogo de interesses recíprocos. Estas perguntas são provenientes do mais puro e sincero interesse do PENSAMENTO de AYALA. O que é admirável é o numero (37) de artistas que respondeu e a qualidade das respostas que figuram e constituem o conteúdo  da obra de  AYALA, Walmir A criação plástica em questão. Petrópolis: Editora Vozes, 1970, 283 p  O  pensamento e interesse de AYALA evidenciam muitas das suas próprias dúvidas e incertezas diante das OBRAS de ARTE. Dúvidas e incertezas que expressam a busca permanente de formas sensórias que façam sentido num determinada SOCIEDADE, ÉPOCA e LOCAL específica
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Fig. 10 –   O artista FRANS KRAJBERG (1921-2017) também esclarece sua posição em relação a ANONIMATO, COLETIVO e a INDIVIDIALISMO nas ARTES e formulada por Walmir AYALA. Esta era um questão para  AYALA que sempre trabalhou, produziu e divulgou a sua criação na INDUSTRIAL CULTURAL que é essencialmente coletiva. No entanto esta coletividade alimenta-se da originalidade poética de um pensamento individual e personalizado. Certamente a resposta de KRAJBERG, ao se fixar na OBRA de ARTE, o admite como um índice desta criatividade tanto INDIVIDUAL como COLETIVA.
 Na medida da que  Walmir AYALA perguntava ele expõe seus interesse, falhas e até idiossincrasias que condicionam a direção deste pensamento. No contraditório a incomensurável extensão do campo de forças das artes jamais se esgota com estas perguntas pontuais; Perguntas pontuais provenientes do INTERSSE de SE COMUNICAR e COMUNICAR o que se passa no CAMPO da EXPRESSÃO da ARTE.


09 – O pensamento de Walmir AYALA introduz outras ESTRATÉGIAS  para se tornar AUTÔNOMO do MUNDO OFICIAL e assim ampliar o seu potencial do intelectual e esteta e se aproximar da lógica da livre iniciativa da ERA INDUSTRIAL.

Nas suas perguntas aos artistas relativas  Walmir AYALA  revela uma estratégia respeitosa de alguém que não é do campo das artes visuais, mas que possui sincero desejo de conhecer e interagir nesta campo. Ele entra perguntando com a sincera intenção de aprender e COMUNICAR as suas descobertas a quem o quiser ler

 De outra parte este poeta, escritor, historiador, critico e cronista de artes visuais estava operando na lógica da livre iniciativa da ERA INDUSTRIAL Esta lógica é proveniente da necessidade material de reduzir o que se passa no CAMPO da EXPRESSÃO da ARTE para o INTERSSE dos VEÍCULOS de COMUNICAÇÃO. As MIDIAS DISPONÌVEIS e a LÓGICA das MÁQUINAS OPERANDO num SISTEMA com ENTRADA, ELABORAÇÂO, SAIDA e seguido, normalmente, pelo DESCARTE para dar lugar para outra SÈRIE de OBJETOS rigorosamente iguais entre si. 

Fig. 11 –   O antigo prédio da prefeitura e depois Câmara da cidade de Saquarema[1] do Estado do Rio de Janeiro recebeu o nome Centro Cultural Walmir AYALA. Esta designação é uma reverência ao PENSAMENTO de AYALA é de ser esperar, neste local de prestígio,  a formação de um núcleo documental de sua obra e especialmente pesquisas, divulgações e encontros

10 - O PENSAMENTO de Walmir AYALA e o seu legado institucional 

O poeta, escritor, historiador, critico e cronista de artes visuais  Walmir AYALA produziu fora da universidade e das academias de arte. A sua rápida passagem pela Pontifícia Universidade Católicas do Rio Grande do Sul foi num curso superior de Jornalismo.

A sua imediata inserção na INDÚSTRIA CULTURAL o levou a confiar o suporte do o seu pensamento para a lógica da ERA INDUSTRIAL. Em 2017, este PENSAMENTO está estacionado diante dos portões da ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL a espera de ser reelaborada para os meios e suportes numéricos digitais.

O que é de se esperar é o fato de que a ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL é  o espaço dos BENS CULTURAIS SIMBÓLICOS reelabore narrativas cuja matéria prima é este PENSAMENTO e de Walmir AYALA e as suas experiências estéticas materiais das artes visuais

 Tanto o Rio de Janeiro como Porto Alegre não esqueceram deste PENSAMENTO. O Rio de Janeiro dedicou o nome de CASA CULTURAL na cidade de SAQUAREMA de Walmir AYALA. O Estado do Rio Grande dos Sul dedicou-lhe um número de uma coleção aos escritores de maior prestigio público.
Fig. 12 –   O Estado do Rio Grande do Sul organizou e divulgou a obra Walmir AYALA como uma das mais expressivas do mundo das suas Letras. Apesar de  Walmir AYALA deixar cedo o Rio Grande do Sul, ele jamais esqueceu as suas origens. Um  estudo e uma amostra de sua obra é um gesto é uma amostra como  pensamento não possui fronteirar regionais. No entanto o PENSAMENTO  de AYALA  se universalizou pela  qualidade de sua obra e pela coerência do seu TEMPO, LUGAR e SOCIEDADE de quem a sua OBRA torna-se um índice significativo.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS relativas a Walmir AYALA.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS TEÓRICAS CITADAS
AYALA, Walmir A criação plástica em questão. Petrópolis: Editora Vozes, 1970, 283 p.

CAVALCANTI, Carlos e AYALA Walmir.  DICIONÁRIO BRASILEIRO de ARTISTAS PLÀSTICOS. .Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973,  4 volumes

FONTES NUMÉRICAS  DIGITAIS

Bibliografia de OBRAS de WALMIR AYALA
https://www.escritas.org/pt/estante/walmir-ayala

CARLOS CAVALCANTI
AYALA, Walmir A criação plástica em questão. Petrópolis: Editora Vozes, 1970, 283 p.

BIOGRAFIA
resenha
Comentário crítico
Obras
+
Poesias

O DIÁRIO

A poesia de Luís Augusto CASSAS analisada por Walmir YAL  na Revista BANZEIRO Walmir Ayala

Dicionário de Brasileiro de ARTISTAS PLÀSTICOS 
CARLOS CAVALCANTI

Luis GONZADA DUQUE ESTADA

LÚCIO CARDOSO- obra de 1991 e  não editada em vida de Walmir AYALA

CASA de CULTURA WALMIR AYALA em SAQUAREMA – RJ


SAQUAREMA 
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